Ex-presidente da Copasa diz que acusações feitas por ex-prefeito de Patos de Minas em CPI na Câmara são infundadas
Marcio Nunes afirmou em nota que a renovação do contrato ocorreu de forma transparente
Um dia depois do depoimento do ex-prefeito de Patos de Minas, Antônio do Valle, nessa terça-feira, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga supostas irregularidades cometidas pela Copasa, quando disse que o ex-governador Aécio Neves o teria pressionado para assinar a renovação de contrato com a estatal, Marcio Nunes, que presidia a companhia de saneamento na época, publicou nota afirmando que as acusações são infundadas.
Durante a sessão na Câmara Municipal, Antônio do Valle mencionou ter participado de uma audiência com o governador, Aécio Neves, juntamente com o então deputado, Elmiro Nascimento, quando teria sido questionado do seguinte modo por Neves; "Antônio como é que é, vai renovar o contrato ou não vai? porque senão renovar, como é que eu vou mandar dinheiro, não tem jeito de mandar".
Nesta quarta-feira (30), Marcio Nunes, que foi presidente da Copasa no perÃodo de janeiro de 2005 a setembro de 2009, publicou nota de esclarecimento. O texto diz que, “o contrato de concessão original foi celebrado em 07/10/1971 e renovado em dezembro de 2008, em ato absolutamente normal, semelhante ao ocorrido em dezenas de outros municÃpios do Estadoâ€, afirma.
A nota também destaca que que durante o perÃodo de negociações, após o término de um contrato e antes da assinatura da sua renovação, por impedimento legal, a Copasa não pode realizar nenhum novo investimento com a consequente liberação de novos recursos em qualquer municÃpio.
O ex-presidente afirma também que, “durante todo esse perÃodo, a Copasa foi administrada com total autonomia, única e exclusivamente com base em critérios técnicos. Por isso, causa enorme estranheza que mais de uma década depois surjam acusações infundadas como essa. Se houvesse ocorrido algum desconforto à época das negociações, caberia à s autoridades locais denunciá-lo. O que não ocorreuâ€, diz a nota assinada por Márcio Nunes.
