MPMG denuncia prefeito e procurador-geral de Patrocínio por dispensa indevida de licitação
Para o MP, a contratação teria ocorrido para atender a interesse pessoal do prefeito, gerando danos aos cofres públicos
O
prefeito de PatrocÃnio Deiró Moreira Marra (PSB) e o procurador-geral do
municÃpio, Anderson AprÃgio Cunha Souza, foram denunciados pelo Ministério
Público de Minas Gerais, por não exigencia de licitação, quando da contratação,
em 2017, de escritório de advocacia para a execução de serviços de assessoria
jurÃdica ao municÃpio. Segundo o MPMG, a contratação teria ocorrido para
atender a interesse pessoal do prefeito, gerando danos aos cofres públicos. As
informações são do portal do MPMG.
De acordo com as investigações, em fevereiro de 2017, o prefeito e o procurador do municÃpio, agindo em conjunto, dispensaram licitação indevidamente e contrataram, por R$ 216 mil, o escritório que prestou serviços jurÃdicos ao polÃtico durante sua campanha eleitoral. Para isso, teriam usado a justificativa de serviços singulares. Mas, para o MPMG, o escritório atua em questões corriqueiras, não preenchendo as hipóteses legais de raridade ou excepcionalidade de serviço técnico profissional que permitiria tal tipo de contratação.
De acordo com a Procuradoria de Justiça Especializada em Crimes Praticados por Agentes PolÃticos, que propôs a denúncia, o que ocorreu foi troca de favores, uma vez que o escritório de advocacia, além de prestar serviços jurÃdicos durante o perÃodo das eleições ao prefeito, fez doação a ele no valor de R$ 15 mil para sua campanha eleitoral. “Não há dúvidas de que houve favorecimento pessoal do prefeito ao escritórioâ€, afirma o procurador de Justiça Cristóvam Joaquim Ramos Filho.
Em outro trecho, a denúncia destaca que a fraude só ocorreu porque houve ajuda do procurador do municÃpio, que emitiu parecer jurÃdico favorável à contratação sem licitação. Para Ramos Filho, o servidor público agiu dessa forma “mesmo sabendo ser a hipótese ilÃcita, já que os serviços a serem prestados não tinham a singularidade exigida pela leiâ€. O contrato, firmado em 2017, por R$ 216 mil, foi renovado em 2018 pelo mesmo valor.
