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Adulterador de veículos de Patos de Minas é preso: ele atuou por 20 anos

O prejuízo dos consumidores é calculado em aproximadamente R$ 10 milhões. Pelo menos 10 mil veículos foram adulterados pelo suspeito

Admin2017-05-26Fonte: Ana Paula Oliveira Foto: Gustavo Brito
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A Policia Civil de Patos de Minas, apresentou, na manhã desta sexta-feira (26/05),  o resultado das investigações da Operação Recall, que investiga adulterações de hodômetros de veículos, deflagrada, ontem.

O prejuízo dos consumidores é calculado em aproximadamente R$ 10 milhões, em 20 anos da prática do crime. Segundo as investigações, pelo menos 10 mil veículos foram adulterados pelo suspeito, que trabalhava com redução de velocímetros digital e analógico.

Jailton Batista Moura, de 63 anos, que cumpre prisão temporária, está colaborando com as investigações. Ele realizava as adulterações na Rua José Pereira da Fonseca, nº. 213, no Bairro Rosário, conforme consta no cartão de visitas, que ele utilizava para divulgar os serviços.

Segundo o delegado Ewerton Evangelista, Jailton é o principal autor do crime, na região, mas, segundo o próprio, algumas pessoas de Belo Horizonte e de Goiás estão se hospedando em hotéis da cidade para fazer as adulterações. "Hoje, não precisa mais desmontar o painel do carro para efetuar a fraude. Tudo pode der feito por meio do computador", explicou.

O delegado explicou, ainda, que as investigações, que foram iniciadas, ha três meses, estão apenas começando e que o número de adulterações em Patos é muito grande. Tudo começou com uma denúncia. "Uma vítima procurou a Delegacia, alegando que comprou uma caminhonete em uma loja de revendas da cidade e posteriormente, quando foi vender, constatou a adulteração", contou, Ewerton, revelando que após a descoberta, o cliente indicou a loja em que fez a compra, onde começaram as fiscalizações.

A Policia apreendeu blocos de Notas Fiscais, cartões de visitas, velocímetros, computadores, medidores e outros objetos, utilizados para a prática criminosa.  Essa é a maior operação já realizada na região para esse tipo de crime. Segundo a Policia, o esquema era feito antes de colocar os carros a venda e até veículos 0 quilômetro passavam pela adulteração, para que o proprietário conseguisse a primeira revisão, após circular com o veiculo por até 10 mil Km. É que, normalmente, nesse caso, o dono do carro perde a garantia do serviço.

Durante dois meses, o alvo dos investigadores foram algumas concessionárias e garagens, que estariam revendendo carros, após passarem por alterações no equipamento que mede a distância percorrida. A Polícia ainda não divulgou os nomes dos estabelecimentos envolvidos.

A prática era usada para alavancar os lucros na comercialização dos veículos. O comprador era enganado ao adquirir um carro, acreditando na veracidade da quilometragem que aparecia no hodômetro. Dessa forma o cliente era lesado pela suposta vantagem, já que o veículo era mais rodado do que o velocímetro apresentava.