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Advogado nega coação de suposto autor de assalto

O advogado rebateu as acusações da avó do jovem que se entregou, afirmando ter cometido o crime

Admin2015-11-19Fonte: Simone Marques - Fotos: Daniel Soares.
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Com o inquérito policial em mãos, o advogado dos jovens presos pelo assalto a um supermercado e tentativa de roubo a uma padaria em Patos de Minas, ocorridos na quinta-feira 12 de novembro, durante a Operação Saturação, contesta a versão apresentada pela avó de Carlos Magno que assumiu a autoria do crime. Willian Custódio nega a coação e diz que existem provas concretas, que evidenciam que o jovem realmente teria cometido o assalto.

De acordo com o advogado, através de investigação da Polícia Civil, descobriu-se que a motocicleta usada no crime era clonada. O veículo pertence a uma pessoa em Uberlândia e estava estacionada na Rua Jari a 100 metros de uma casa onde foi encontrado um capacete. A dona do equipamento também foi ouvida pela Polícia Civil, além de mais 4 pessoas.

Outro ponto abordado pelo defensor, foi de que o dono da moto já confirmou a Polícia que no dia do assalto, ele teria emprestado o veículo para Carlos Magno. O advogado acredita que este depoimento comprova autoria do jovem. Ainda conforme Willian Custódio, a droga encontrada pela PM na casa onde os seus clientes foram presos, pertenceria a filha da proprietária da residência. O advogado negou também que tenha coagido Carlos Magno a assumir o crime.

O inquérito, que ainda não está concluído e já possui 104 páginas, traz ainda uma conclusão feita por três investigadores da Polícia Civil, no qual diz que Carlos Magno, possivelmente seria o autor do crime, não sendo possível isentar a participação dos autuados, Wellington Junio Silva Rodrigues, 22 anos, e Marcos Vinícius Campos, 21 anos, haja visto que Carlos Magno se negou a fornecer a identificação do indivíduo que estava em sua companhia no dia do assalto.