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EXCLUSIVO: "Prefiro meu pescoço degolado do que o segredo revelado": vítima relata abusos cometidos por líder religioso

"No início, eram rodas de conversa, mas, ao longo do tempo, o tema envolvia a energia sexual feminina.".

Admin2024-08-31Fonte: NTV
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O jornalismo do Grupo NTV de Comunicação conversou com uma das vítimas de um líder religioso suspeito de abusar sexualmente de mulheres em Patos de Minas. Na entrevista, ela revelou que eram feitos juramentos e que o respeito era imposto pelo medo.

A entrevista foi realizada em um local onde a vítima recebe apoio atualmente, devido ao medo que sente.


Ela contou que começou a frequentar o local onde os rituais eram realizados por indicação de amigos. Ao longo das visitas e participações nas reuniões, segundo a vítima, o suspeito mencionava que, apesar do seu passado, ele estava ali para mostrar que a transformação era possível.


Com o tempo, ela e outras pessoas passaram a compartilhar seus medos, na expectativa de que o sacerdote as acolhesse. No entanto, a mulher afirma que ele usava o que era confiado a ele para obter vantagens das mulheres.


No início, as reuniões eram apenas rodas de conversa, mas, com o tempo, o tema da energia sexual feminina passou a ser abordado. Durante a entrevista, a vítima disse que, hoje, entende que tudo foi planejado e que o líder religioso usava da fé para cometer os atos.


Com o tempo, começaram as ameaças. Segundo ela, o homem se utilizava do meio espiritual para afirmar que "matava, podia tudo e que ninguém podia enfrentá-lo". Desde então, o respeito foi imposto pelo medo.


Em um dos rituais, o líder utilizava um facão, que era colocado na boca e no pescoço das vítimas, e ali eram feitos juramentos: "Prefiro meu pescoço degolado do que o segredo revelado", contou uma das mulheres.

Após perceber que tinha controle sobre as vítimas, o líder religioso passou a impor que elas ficassem apenas de sutiã e saia. Em outras ocasiões, deveriam permanecer apenas de saia.


Em um dia de consagração do religioso, a jovem relatou, durante a entrevista, que já era fim de noite, que havia consumido bebida alcoólica e que, em um determinado local, foi deitada apenas de saia e sutiã. O suspeito colocou uma faca sobre seu tronco, com a ponta encostando em sua parte íntima. Ele ainda usou uma taça de vinho com sangue menstrual e pressionou contra o umbigo dela.


O relato continua mencionando que o homem então a tocou. Ainda no mesmo dia e local, ela afirma ter tido uma crise de ansiedade e pânico. Logo depois, foi abraçada por mulheres que estavam ali por ordem do sacerdote e, em seguida, saiu do local.


A vítima afirma que denunciou os abusos junto com as demais porque não foram as primeiras a serem abusadas e teme que outras pessoas possam passar pelo mesmo.