EXCLUSIVO: "Prefiro meu pescoço degolado do que o segredo revelado": vítima relata abusos cometidos por líder religioso
"No início, eram rodas de conversa, mas, ao longo do tempo, o tema envolvia a energia sexual feminina.".
A entrevista foi realizada em um local onde a vítima recebe apoio atualmente, devido ao medo que sente.
Ela contou que começou a frequentar o local onde os rituais eram realizados por indicação de amigos. Ao longo das visitas e participações nas reuniões, segundo a vítima, o suspeito mencionava que, apesar do seu passado, ele estava ali para mostrar que a transformação era possível.
Com o tempo, ela e outras pessoas passaram a compartilhar seus medos, na expectativa de que o sacerdote as acolhesse. No entanto, a mulher afirma que ele usava o que era confiado a ele para obter vantagens das mulheres.
No início, as reuniões eram apenas rodas de conversa, mas, com o tempo, o tema da energia sexual feminina passou a ser abordado. Durante a entrevista, a vítima disse que, hoje, entende que tudo foi planejado e que o líder religioso usava da fé para cometer os atos.
Com o tempo, começaram as ameaças. Segundo ela, o homem se utilizava do meio espiritual para afirmar que "matava, podia tudo e que ninguém podia enfrentá-lo". Desde então, o respeito foi imposto pelo medo.
Em um dos rituais, o líder utilizava um facão, que era colocado na boca e no pescoço das vítimas, e ali eram feitos juramentos: "Prefiro meu pescoço degolado do que o segredo revelado", contou uma das mulheres.
Após perceber que tinha controle sobre as vítimas, o líder religioso passou a impor que elas ficassem apenas de sutiã e saia. Em outras ocasiões, deveriam permanecer apenas de saia.
Em um dia de consagração do religioso, a jovem relatou, durante a entrevista, que já era fim de noite, que havia consumido bebida alcoólica e que, em um determinado local, foi deitada apenas de saia e sutiã. O suspeito colocou uma faca sobre seu tronco, com a ponta encostando em sua parte íntima. Ele ainda usou uma taça de vinho com sangue menstrual e pressionou contra o umbigo dela.
O relato continua mencionando que o homem então a tocou. Ainda no mesmo dia e local, ela afirma ter tido uma crise de ansiedade e pânico. Logo depois, foi abraçada por mulheres que estavam ali por ordem do sacerdote e, em seguida, saiu do local.
A vítima afirma que denunciou os abusos junto com as demais porque não foram as primeiras a serem abusadas e teme que outras pessoas possam passar pelo mesmo.
