Golpe da falsa vaga de emprego exige atenção de candidatos
Criminosos usam WhatsApp, e-mail e redes sociais para oferecer oportunidades fictícias e pedir dinheiro ou dados pessoais; Febraban alerta para aumento das fraudes.

A busca por uma oportunidade de trabalho tem sido explorada por criminosos para aplicar o chamado golpe da falsa vaga de emprego. As abordagens costumam ocorrer pelo WhatsApp, e-mail e redes sociais e podem resultar tanto em prejuízos financeiros quanto no roubo de dados pessoais.
Segundo alerta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os golpistas geralmente se passam por recrutadores de empresas conhecidas ou por representantes de falsas agências de emprego. As propostas costumam oferecer salários acima da média, contratação imediata e poucas exigências.
Durante o contato, a vítima pode ser induzida a fornecer documentos pessoais, dados bancários ou assinaturas digitais. Em alguns casos, os criminosos ainda cobram valores por supostos exames admissionais, cursos obrigatórios ou taxas de inscrição. A orientação é clara: empresas sérias não cobram dinheiro para que candidatos participem de processos seletivos.
Um levantamento do LinkedIn aponta que 70% dos recrutadores brasileiros consideram que os golpes dificultam a construção de confiança nos processos seletivos. Mais de 60% dos candidatos também já precisaram verificar se uma vaga anunciada era realmente legítima antes de seguir com a candidatura.
A advogada trabalhista Raquel Carvalho orienta que qualquer cobrança durante uma seleção deve ser tratada como sinal de alerta. Ela também recomenda verificar a existência da empresa, confirmar a vaga nos canais oficiais e conferir se o recrutador realmente possui vínculo com a organização.
Outro cuidado é evitar o envio antecipado de documentos e informações bancárias. Dados pessoais podem ser utilizados pelos criminosos para abertura de contas, contratação de empréstimos e aplicação de outros golpes em nome da vítima.
Entre as principais recomendações estão pesquisar a empresa, confirmar a vaga no site oficial ou nos perfis corporativos, desconfiar de salários muito acima da média e verificar se o contato utiliza e-mail institucional. Nenhum pagamento deve ser feito para participar de entrevistas ou etapas de contratação.
Quem suspeitar que caiu no golpe deve interromper o contato, guardar conversas e comprovantes, avisar a empresa que teve o nome utilizado pelos criminosos e registrar um boletim de ocorrência.
