Mulher denuncia assédio sexual dentro da Câmara Municipal de Lagoa Grande
O presidente da casa legislativa é apontado como autor do ato
Uma servidora da Câmara Municipal de Lagoa Grande denuncia que foi assediada sexualmente dentro do legislativo, pelo presidente da casa Arlindo Brás. A mulher contou o acontecido para o marido e junto dele foi até a polÃcia registrar um boletim de ocorrência. O caso foi registrado pela PolÃcia Militar como importunação sexual.
Segundo a ocorrência policial, a mulher de 30 anos, relatou aos militares, que ela trabalha na câmara dos vereadores há pouco mais de um ano e após o segundo mês trabalhando no local, começou a ser incomodada e importunada pelo presidente Arlindo Brás, o qual fazia proposta: “Vamos para um motel, eu te dou R$ 1 mil. Você é muito gostosa, pega aqui só um pouco, chegando próximo a ela e apontando para seu órgão genitalâ€, relatou a servidora a PolÃcia Militar. A vÃtima ainda contou aos militares que ignorava as propostas e mandava o presidente parar, mas no decorrer do ano as propostas foram ficando mais frequente, porém nunca havia ocorrido nenhum contato fÃsico forçado.
De acordo com a ocorrência policial, ela estava trabalhando na Câmara e na sexta-feira dia, 11 de março, entrou na sala do presidente Arlindo Brás para o serviço de rotina, quando o mesmo entrou também e foi em direção a ela, a qual estava de costas, para ele e o mesmo deu uma tapa em suas nádegas, a qual não teve nenhuma reação de imediato e saiu da sala correndo, chorando e comunicou o fato a supervisora.
Os militares fizeram diligências e foram informados que o presidente Arlindo Brás estava em Patos de Minas, sendo feito contato via telefone e o mesmo negou o fato narrado pela servidora, dizendo que nunca fez nenhuma proposta de cunho sexual para a mulher e não a tocou.
O presidente da Câmara Arlindo Brás alegou que o marido da servidora estaria lhe procurando e quando estava deixando o prédio da Câmara acompanhado do advogado da Câmara, ele chegou no local possivelmente armado e de imediato deixaram o local. O marido da servidora nega ameaça e disse que não estava armado e que foi no local procurar o vereador em um momento de fúria. Uma servidora da Câmara disse a PM, que a colega de serviço já tinha relatado os fatos a ela e que quando estava fechando a Câmara, o marido da vÃtima, chegou no local procurando pelo presidente e que o mesmo saiu correndo atrás do carro e retirou uma arma da cintura.
Diante das informações os militares foram até a Câmara Municipal para verificar o sistema de vÃdeo monitoramento junto com o advogado da câmara, o qual alega que viu nitidamente o marido da servidora com uma arma de fogo, pequena. Ao verificar o sistema a PM relatou que é possÃvel ver que o marido da servidora saca alguma algo da cintura e aponta em direção ao veÃculo, porém não é possÃvel visualizar com clareza o que ele tinha em mãos.
Nas imagens gravadas por cameras de segurança, é possÃvel ver quando o presidente da câmara entra em um veÃculo e minutos depois sai devido a presença do marido da funcionária, que chegou a correr atrás do veÃculo. As imagens mostram um movimento do homem retirando algo da cintura e apontando para o veÃculo.
A PolÃcia Militar revistou o marido da servidora e não foi encontrado nada de ilÃcito com ele. O caso será investigado pela Delegacia da PolÃcia Civil de Presidente Olegário.
