Operação Sem Maldade: 65 pessoas são indiciadas por integrar organização criminosa em Carmo do Paranaíba
O esquema criminoso possibilitava a entrada de drogas e aparelhos celulares no complexo penitenciário Nossa Senhora do Carmo
A PolÃcia Civil de Carmo do ParanaÃba divulgou nesta quinta-feira (1/10), que 65 pessoas foram indiciadas por fazerem parte de uma organização criminosa, ligada ao tráfico de drogas. A ação faz parte da segunda fase da operação “Sem Maldade, que teve inÃcio em 2016, quando as investigações começaram a apurar a entrada de drogas e aparelhos celulares no complexo penitenciário Nossa Senhora do Carmo.
De acordo com a polÃcia, as investigações levantaram que algumas professoras e agentes que trabalhavam no local, aproveitavam a facilidade de entrar no presÃdio, para levar os objetos até alguns presos. Ainda conforme o que foi apurado, o esquema era chefiado por três detentos. Eles aliciavam servidores públicos estaduais oferecendo dinheiro.
Os destinatários, segundo a polÃcia, eram presos que frequentavam a escola do presÃdio. Os objetos eram repassados durante as aulas e distribuÃdos para os demais detentos. Cada aparelho celular chegava a ser vendido por R$ 4 mil. Cinquenta gramas de maconha eram comercializadas por até R$ 1 mil. Durante as investigações, uma professora foi presa em flagrante, no momento que entrava na penitenciária, transportando 13 aparelhos celulares, maconha e crack, armazenados no fundo falso de um capacete.
A PolÃcia Civil informou também, que por cada serviço prestado, as professoras e os agentes, recebiam cerca de R$ 1 mil. Familiares dos detentos também atuavam na pratica de crimes, sendo eles orientados por uma agente penitenciária como poderiam passar sem serem notados pelo raio-X. Além disso, algumas vezes passavam pela mesma servidora, que fazia vista grossa.
Conforme a polÃcia, a mãe de um dos detentos, foi presa em flagrante, tentando entrar na penitenciária com maconha. E durante as buscas em sua residência, foram encontrados vários comprovantes de depósitos bancários.
Com a conclusão da segunda fase da operação “ Sem Maldadeâ€, as apurações serão enviadas ao judiciário para apreciação e demais providências. A polÃcia avalia também que as penas poderão chegar a mais de 800 anos de prisão, somando-se todos os envolvidos.
