PC apresenta dois envolvidos na morte de jovem desaparecido em 2016
Gabriel foi jogado no Rio Paranaíba, mas o corpo ainda não foi encontrado pela polícia
Em coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (10/05), a Polícia Civil de Patos de Minas apresentou dois dos quatro envolvidos no sumiço e morte de Gabriel Caetano dos Reis, que estava desaparecido desde 22 de julho do ano passado. Outros dois homens que também teriam participado do crime estão foragidos.
Hélio José Souto, de 47 anos e Higo Vinícios Gonçalves, contaram para a Polícia que no dia do velório de Maicom Borges de Souza, de 16 anos, morto no dia anterior, convidaram Gabriel e Felipe que eram testemunhas do assassinato, para dar uma volta de carro e conversar sobre o assunto. Também estavam no veículo, Altamir Vicente Fernandes e João Carlos Fernandes, que seguem foragidos.
De acordo com o Delegado, Érico Rodovalho, as investigações levantaram que durante o trajeto, Gabriel e Felipe estavam sendo interrogados para que contassem quem era o autor dos tiros que mataram Maicon. Quando o veículo parou próximo ao Seminário Maior no Bairro Boa Vista, Altamir que portava um revólver 22 ameaçou os dois jovens. Foi ai que Gabriel saiu correndo do carro tentando pular o muro do local, mas acabou voltando a atrás.
Ainda conforme a Polícia, Higo Vinicius já estava de posse da arma e ao indagar o motivo o porque da tentativa de fuga, Gabriel o teria encarado de maneira ameaçadora, momento em que um tiro foi feito contra a vítima. Higo se defende dizendo que não tinha a intenção de matar, e que o disparo teve o intuito de assustar o jovem, que caiu ao solo sangrando muito.
Nos relatos de Hélio e Higo, após o corpo ainda com vida foi colocado dentro do carro e levado para uma mata na região do Arraial dos Afonsos, onde foi deixado ao lado de um bambuzal e coberto com folhas. No entanto, com as investigações chegando mais perto do desfecho, um dos quatro teria retornado ao local, colocado o corpo em um saco plástico e jogado dentro do Rio Paranaíba.
O Delegado Érico Rodovalho, acha muito difícil localizar o corpo se esta versão for a verdadeira, pelo tempo que se passou e por ter sido descartado dentro da água. Familiares de Gabriel disseram que ainda tinham esperança de que ele fosse encontrado com vida, mas que saber pelo menos o que aconteceu, já alivia a angustia pela busca diária nestes quase dez meses de procura. O pai da vítima, Leomar Geraldo dos Reis, disse que quer Justiça para o assassinato, e que os quatro paguem pelo crime.
