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Polícia Civil conclui inquérito e não indicia professor investigado por abuso em Patos de Minas

No total, oito crianças foram ouvidas em depoimento especial no Fórum Olympio Borges

Admin2025-12-22Fonte: Polícia Civil - Lorena Teixeira
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurava denúncias de eventuais abusos sexuais contra um professor da Escola Municipal Professor Aristides Memória (Caic), em Patos de Minas. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (22). 

Segundo a corporação, a investigação incluiu cerca de 40 oitivas, depoimentos especiais, ordens de serviço, relatórios circunstanciados e psicológicos, além de  laudos periciais. Ao final, o relatório apontou insuficiência de provas quanto às infrações penais apuradas.

Diante deste cenário, o professor não foi indiciado pelo crime. Vale destacar que o procedimento foi encaminhado à Justiça para análise e deliberação do Ministério Público. No total, oito crianças foram ouvidas em depoimento especial no Fórum Olympio Borges. 

Sobre o caso 

Um professor da Escola Municipal Aristides Amaral (CAIC) foi preso após denúncia feita pela mãe de uma criança. Conforme a mulher, ela notou que a filha estava agindo de forma incomum e percebeu que a menina estava com vermelhidão e dor nas partes íntimas. 

A mãe disse que levou a criança ao Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), onde foram feitos exames e constatados possíveis sinais de abuso sexual. Informações preliminares apontaram que outras crianças também poderiam ter sido vítimas do investigado. 

Prisão

O suspeito, de 49 anos, foi localizado em Brasília, no Distrito Federal, e preso de forma temporária no dia 27 de agosto, até conseguir liberdade no dia 17 de outubro. Questionada sobre quais os motivos da soltura, a Polícia Civil disse que não houve flagrante. 

O Artigo 5º, inciso LXI, da Constituição Federal estabelece que não se pode prender uma pessoa sem flagrante porque viola o direito à liberdade e a presunção da inocência, princípio que considera toda pessoa inocente até que a culpa seja comprovada.