Vizinha que havia confessado assassinato de idoso não foi a autora dos disparos
O companheiro dela foi preso nesta tarde e confessou o crime
O assassinato aconteceu na noite do dia 18 de agosto, mas, o corpo do senhor Antônio Donizete Ferreira, de 62 anos, só foi encontrado no dia seguinte, na casa dele, no Bairro Alto da Serra. Gustavo Gaya de Sousa, de 18 anos, foi preso, mas a mulher dele, Ludmyla Lane Santos Gonçalves, de 22 anos, confessou ter matado o aposentado.
Os dois foram encaminhados ao PresÃdio Sebastião Satiro, mas, após pedido da defesa, Gustavo foi solto, e a mulher ficou presa em regime domiciliar. Uma semana após estar em liberdade, o suspeito voltou a ser preso por furto a residência.
De acordo com o delegado de crimes contra a vida, Érico Rodovalho, mesmo diante da confissão de Ludmyla, os investigadores não acreditaram na versão apresentada por ela. Durante investigações pôde ser levantado indÃcios suficientes de que realmente o autor dos disparos havia sido Gustavo e não sua companheira, que em novo depoimento confirmou que não havia efetuado os disparos. Ela disse que se sentiu intimidada pelo companheiro. Nesta terça-feira (03) o delegado informou que a polÃcia civil deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido para Gustavo pelo homicÃdio.
Ao ser preso, Gustavo confessou a autoria do crime, e alegou que agiu sozinho. Segundo ele, o que o motivou a cometer o crime foi o fato da vÃtima ter cometido um abuso sexual contra a filha de Ludmyla, sua enteada de oito anos. O abuso teria acontecido no dia anterior ao assassinato. Gustavo disse ainda que a menina ficou machucada nas pernas. Ao ser feito exame de corpo de delito, o machucado foi encontrado na criança, entretanto, a hipótese de abuso sexual segue em investigação.
Segundo o delegado, a confissão de Gustavo prova que não foi Ludmila quem efetuou os disparos, entretanto, a PolÃcia Civil vai continuar investigando para saber se ela participou do crime de alguma forma.
Gustavo foi encaminhado ao PresÃdio Sebastião Satiro e aguarda o andamento do caso preso, preventivamente, à disposição do Poder Judiciário.
