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Cresce demanda por mercado livre de energia elétrica

Admin2015-04-06
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Na última quinta-feira, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados discutiu o suprimento de energia no Brasil e seu impacto nas tarifas de energia. Durante a reunião que ocorreu dia 26/03 a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados discutiu o suprimento de energia no Brasil e seu impacto nas tarifas de energia.

Mas o assunto que mais chamou atenção na pauta foi o mercado livre de energia elétrica, que vem crescendo fortemente no Brasil.

A audiência pública ouviu Reginaldo Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel); Romeu Rufino, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); Hermes Chipp, diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS) e Cláudio Sales presidente do Instituto Acende Brasil.

Segundo Dados apresentados pela Abraceel, hoje, no Brasil, existem dois mercados de venda de energia elétrica: mercado regulado e mercado livre.

O residencial é um exemplo de mercado regulado, quando o consumidor paga uma tarifa fixada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Já no mercado livre, os preços são livremente negociados e, atualmente, ele é restrito a grandes consumidores, como indústrias e shoppings centers.

De acordo com a Abraceel, o mercado livre corresponde a 25% do consumo nacional, com possível ampliação de 18%.

Os aumentos da tarifa de energia elétrica dos últimos meses foram causados pela diminuição da produção de energia elétrica das usinas hidrelétricas e o aumento do uso das usinas termelétricas, que causaram um prejuízo estimado em 11 bilhões de reais e em como previsão um aumento de até 40% na conta para o consumidor.

Os pequenos lojistas, assim como o consumidor residencial, serão os mais afetados por este aumento de conta de luz. O cenário não é animador, pois há atraso de 35% dos investimentos em usinas hidrelétricas previstos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

 Deste modo, os lojistas precisam estar preparados, já que a previsão é de que as tarifas voltem a patamares anteriores apenas daqui a cinco anos.