Indústria mineira já vem se preparando para crise da água
Gestão de recursos hídricos é realidade em empresas mineiras, especialmente nas grandes indústrias
A indústria mineira já vem trabalhando há cerca de 10 anos na gestão de seus recursos hídricos. A questão é tratada de forma prioritária não tanto pelo preço que se paga pela água, mas pela função estratégica do recurso no processo produtivo das empresas, de acordo com o gerente de Meio Ambiente da FIEMG, Wagner Soares Costa. O assunto foi tema de reunião do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente da entidade, realizada no dia 11/02.
De acordo com Costa, já houve evolução importante na reutilização e na eliminação de desperdícios ligados aos recursos hídricos nas grandes empresas. Em algumas, por exemplo, o reuso já chega a 90%, o que poderá constituir um problema caso seja estabelecida meta de economia de 30%, como estuda o governo. “Muitas empresas não têm mais onde cortar”, salientou Costa.
Entre as indústrias de pequeno porte, a preocupação maior é com a falta do recurso. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), segundo Costa, 60% das empresas se abastecem de água proveniente da Copasa. Setores como o de vestuário já sofre impactos e adequação de produção.
Durante a reunião foi discutida também a organização do Fórum Mundial – realizado de três em três anos pelo Conselho Mundial da Água para debater a gestão das águas globalmente –, e que em 2018 acontecerá no Brasil. Será a primeira vez que um país abaixo da linha do Equador sediará o evento. Este ano ele acontece na Coreia, em abril.
