Investimentos em baixa indicam recuperação lenta
A queda entre setembro e agosto foi resultado do mau desempenho dos dois componentes do indicador
Houve nova queda no Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, que funciona como um “termômetro” dos investimentos realizados no Brasil. O trimestre encerrado em setembro sofreu retração de 4,1%.
O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), recuou em setembro pelo terceiro mês consecutivo, indicando que o cenário de recessão perdurou no 3º trimestre deste ano. O FBCF funciona como um “termômetro” dos investimentos realizados no Brasil. De acordo com os números, o trimestre encerrado em setembro sofreu retração de 4,1% sobre o período anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2015, a redução chegou a 9,9%. “Esse indicador expressa o quanto os empresários estão investindo em bens de capital, isto é, em bens para produção de outros itens. Por meio dele captamos a capacidade produtiva do país, e os recuos apresentados indicam que a recuperação da economia brasileira se dará em um lento processo”, avalia Guilherme Almeida, economista da Fecomércio MG.
A queda entre setembro e agosto foi resultado do mau desempenho dos dois componentes do indicador: Consumo Aparente de Máquinas e Equipamentos (Came) e Construção Civil. “A confiança dos empresários está voltando, mesmo que gradualmente. Alguns indicadores ainda não sustentam uma retomada contundente, principalmente aqueles componentes que influenciam o ambiente de negócios e investimentos, como a taxa de juros”, informa o economista.
Fonte: Ipea. Dados com ajuste sazonal.
Fonte - Fecomércio MG
