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Jovem de Carmo do Paranaíba é indiciado por estupro virtual

Segundo a Polícia Civil, esta foi a primeira prisão no Estado desta modalidade criminosa

Admin2017-09-20Fonte: Odair Cardoso.
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A Polícia Civil concluiu inquérito em que foram apurados crimes de estupro virtual que teriam sido praticados por I.A.A.A, de 19 anos, morador da cidade de Carmo do Paranaíba. O suspeito teria criado perfil falso no facebook para se aproximar das vítimas, que foram manipuladas e ameaçadas. A prisão é inédita no Estado.

Ainda segundo a Polícia, após ganhar a confiança dos alvos, o rapaz exigia, com ameaça de morte, que as vítima enviassem fotos e vídeos com conteúdo pornográfico. Outra constatação do inquérito é que apesar de usar perfil falso, o autor sabia onde as adolescentes e jovens moravam, o que as deixava ainda mais coagidas. Uma delas chegou inclusive a ser perseguida e intimidada por ele.

A Polícia apurou que devido ao medo, as vítimas enviaram diversos vídeos e fotos.  De posse dos materiais, I.A.A.A, passou a exigir mais vídeos e fotos, ameaçando divulgar os conteúdos na internet. Conforme a PC, ele exigia dinheiro, e um dos pais chegou a pagar cerca de R$ 3 mil.

Até o momento foram identificadas cinco vítimas, entre elas mulheres com idades de 16 a 24. A pressão psicológica fez com que uma delas tentasse contra a própria vida. O computador e celular do acusado foram apreendidos. A perícia verificou que os aparelhos  continham vídeos e fotos de pedofilia, além dos registros das conversas com as vítimas.

Ainda de acordo com a Polícia, diante das evidências, o investigado confessou o crime. A Justiça autorizou o pedido de prisão preventiva, que foi cumprido na manhã desta quarta-feira (20). O rapaz  responderá por crime de estupro virtual, além de extorsão e armazenagem de conteúdo pornográfico envolvendo criança e adolescente.

Esta é a primeira prisão desta modalidade criminosa no Estado de Minas Gerais. Em agosto, foi realizada a primeira prisão por este crime no país, no estado do Piauí. Para a Policia, outras pessoas podem ter sido vítimas no mesmo caso. A orientação é de que elas devem procurar imediatamente a delegacia Civil, onde serão preservadas as identidades.