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MP e Polícia cumprem mandado na casa de ex-prefeito de Presidente Olegário

As ações fazem parte da Operação Isonomia, que investiga crimes de organização criminosa, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro

Admin2017-05-23
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O Ministério Público de Minas Gerais em cumprimento a operação "Isonomia" deflagrada na manhã desta terça-feira (23), realizou busca e apreensão na casa do ex-prefeito de Presidente Olegário, Antônio Claudio Godinho “Palito” (PMDB). Segundo informações, estão sendo cumpridos 9 mandados de busca e apreensão; prisão e condução coercitiva nas cidades de Presidente Olegário, Uberlândia, Canápolis e Carmo do Paranaíba.

As investigações apuram crimes de organização criminosa, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A operação contou com a participação de cerca de 45 policiais militares, federais e quatro promotores de justiça entre eles Dr. Paulo César Freitas que acompanhou a operação em Presidente Olegário. O material apreendido na casa do ex-prefeito não foi informado pelo Ministério Público (MP), nem a participação do ex-prefeito nos crimes.

De acordo com a nota divulgada para a imprensa, foram feitas as autuações de duas pessoas em flagrante delito, uma por corrupção passiva, outra por porte ilegal de arma de fogo. Segundo o Ministério Público a investigação apura a contratação, por parte de inúmeras Prefeituras da região, de escritório de advocacia situado em Uberlândia para prestação de serviços de compensação de créditos tributários. “As contratações se davam mediante inexigibilidade de licitação, e eram levadas a efeito em razão de tráfico de influência exercido por outro escritório de advocacia também situado em Uberlândia” explica a nota.

Ainda conforme o Ministério Público os lucros advindo da prestação de serviços eram divididos isonomicamente, ou seja, 50% (cinquenta por cento) para o escritório responsável por influenciar os municípios a fazer a contratação; 50% (cinquenta por cento) para o escritório contratado e responsável pela efetiva prestação de serviços. A nota diz também que houve solicitação, por parte dos prefeitos, de pagamento de vantagem ilícita, no valor de 20% do valor efetivamente pago a título de honorários; parte dos valores solicitados foram pagos.

O advogado do Dr. Tiago Favaro relatou que a defesa acompanhou a operação e que ainda não teve acesso a todos os procedimentos da documentação da ação do Ministério Público e que assim que obtiver todas as informações será divulgado uma nota esclarecendo os fatos.

Fotos e fonte: Jarez Martins.