Oito pessoas são presas por estelionato em Varjão de Minas
Quatro homens e quatro mulheres comercializavam aparelhos de massagem e medidores de pressão de forma suspeita em várias regiões do país
A Polícia Militar de Varjão de Minas prendeu, na noite desta quinta-feira (22/06), um grupo de oito pessoas por estelionato, sendo quatro homens e quatro mulheres. Além do município, os integrantes agiam em diversas cidades do país. Após receberem denúncias de que um casal estaria comercializando aparelhos de massagem de forma suspeita, a Polícia começou a investigar a venda irregular dos produtos. A PM recolheu notas promissórias, blocos de contratos de compra, além de aparelhos medidores de pressão e massageadores.
O sargento Adeidson da Polícia Militar, explica que a açao da PM começou após a denúncia de uma familiar de um dos casais envolvidos. " A mãe da denunciante recebeu a visita de um casal e ela suspeitou dos diálogos e interveio e, logo depois, denunciou o grupo", disse. O sargento, afirma, ainda, que uma Kombi com placa de Contagem, dava suporte ao grupo de casais divididos no município. Além disso, os militares verificaram que os preços praticados pelo grupo são divergentes em relação aos do mercado. "Em pesquisa na internet, enquanto um aparelho massageador, com as mesmas características está em torno de R$ 80, R$ 90, eles vendiam em 12 parcelas de R$ 199, bem acima do preço", compara, o sargento.
A Polícia constatou, também, que o termo de compra utilizado pelo grupo está com CNPJ e endereço errados. Os militares também encontraram cupons de vendas de Montes Claros, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Belo Horizonte e Rio de Janeiro com o grupo. Segundo a Policia, quem comandava o grupo era o casal Luiz Eduardo Pagung Rechinelli, de 25 anos e Barbara Helen Santana Paiva, de 21. Além do casal, Alef Curtis de Assis, 23, Leonardo Romiro Santos Souza, 22, Fábio Lopes da Silva Junior, 30, Ana Carolina Martins Ribeiro de Melo, 20, Larice Pereira da Silva, 19 e Nayara Alves de Oliveira, tambem de 19 foram presos por estelionato.
As vitimas dos casais eram pessoas mais idosas e menos esclarecidas. Segundo a PM, ao invés da assinatura manuscrita, os clientes usavam a digital. Alguns envolvidos no crime já tem passagens por tráfico e furtos.
