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PM flagra situação análoga ao trabalho escravo em Presidente Olegário

Faltavam camas, alimentação adequada, remuneração e equipamentos de proteção individual

Admin2015-08-27Fonte: Odair Cardoso.
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A Polícia Militar flagrou nessa quarta-feira (26), uma situação de trabalho em condições análogas às de escravo, em uma fazenda dentro do município de  Presidente Olegário. As vítimas são da região Norte de Minas e além das precárias condições de moradia, faltavam equipamentos de segurança e a alimentação era deficitária.

Sete homens e uma mulher, moradores da cidade de Lontra, Norte de Minas Gerais, foram recrutados para trabalhar na fazenda, Dois Irmãos, localizada no povoado de Cruzeiro da Prata, município de Presidente Olegário, por intermédio de um “gato”, identificado como, Antônio Barbosa Silva, de 46 anos. A proposta era para que os trabalhadores exercessem a atividade da produção de carvão, com remuneração diária de R$ 45,00.

De acordo com o Sargento Amaral da Polícia Militar, foi a cozinheira da fazenda, Jaqueline Ferreira, de 41 anos, que denunciou a situação degradante em que se encontravam. Ela relatou que os trabalhadores se depararam com o alojamento sem camas e apenas um banheiro, sem as mínimas condições. Porém, devido a necessidade, as 8 pessoas permaneceram no local produzindo as cargas de carvão.

O combinado de acordo com Jaqueline, era de que após cada carga, eles receberiam pelo serviço. Mas passados 27 dias, nada foi repassado e os mantimentos foram acabando. Indignados eles procuraram o encarregado, que determinou a paralisação das atividades, deixando-os em situação precária e deslocou-se novamente até Lontra, para buscar outros trabalhadores para substituí-los.
 
Diante da denúncia, a Polícia Militar esteve na fazenda e constatou a situação. A alimentação no dia do flagrante, era composta apenas  por arroz e macarrão. Além disso não haviam equipamentos adequados para o desempenho das funções. De imediato, o fato foi repassado para o Ministério do Trabalho em Patos de Minas e a Assistência Social de Presidente Olegário, que buscou as vítimas, encaminhando-as para um alojamento da prefeitura. 

Todos os dados foram colhidos e enviados também a Polícia Federal de Uberlândia, para as demais providências. A Polícia Militar aguarda a presença do proprietário da fazenda que deve se
apresentar nesta quinta-feira (27), para efetuar o pagamento dos trabalhadores e prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.