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Voltando ao trabalho!

Nesse mês em que comemoramos tantas conquistas da mulher no mercado de trabalho e sociedade, percebemos o quão frágil ainda é a relação pessoal/profissional para nós, mães!

Admin2015-03-20
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Para as mamães que trabalham fora, a volta ao serviço é complexa. Trabalhei a gestação toda e continuei a trabalhar após o nascimento do Francisco, em casa. Quando precisei voltar fisicamente me senti bastante culpada por, teoricamente, abandoná-lo.

Sou sócia em uma agência de publicidade (a Dom Quixote, clica aqui pra conhecer) e isso me permitiu ficar um tempo maior com o bebê em casa. A ideia inicial era ficar os seis primeiros meses pra garantir a amamentação exclusiva, mas o dever me chamou e retornei quando o Chico completou 5 meses.

Durante todo esse tempo reclusa, me dividi entre os cuidados com ele, a casa e a empresa, continuei atendendo os clientes mais próximos de casa e os demais, por telefone ou email. Esporadicamente ia para a agência reunir com os sócios e passar trabalhos para o pessoal da criação. Porém, por mais compreensíveis que meus sócios fossem, me sentia incomodada com a situação e percebi que eles estavam sobrecarregados. Decidi então retomar a vida de business e o desespero me acometeu!

A amamentação não foi problema. Eu ordenhei (sim gente, usa esse termo mesmo, igual vaca) muito bem e conseguia armazenar leite materno para alguém oferece ao Francisco na minha ausência. Quanto ao horário, também comecei com meio período. Contei com apoio de algumas pessoas para cuidar dele como minha irmã caçula e a vó materna.

Mesmo assim, o bichinho da culpa me cercava e questionava comigo mesma como seria essa fase, qual a melhor forma para me preparar ou ainda, se compensava abrir mão da carreira para cuidar integralmente do meu filho. A resposta foi não, claro.

Na época, o portal Baby Center (pra mim, a melhor fonte de informação para famílias da internet) ajudou bastante. Com orientações profissionais, me ajudaram a preparar de forna adequada para esse momento, sem sofrer tanto.

Como imagino que muitas mamães estejam passando ou vão chegar nessa fase, abaixo repasso essas informações para que todas fiquem bem:

Preparando o bebê para ficar sob os cuidados de outra pessoa

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

A ideia de deixar seu filho com outra pessoa -- provavelmente desconhecida -- atinge proporções bem diferentes quando vai chegando a hora de fazer isso de fato. Afinal, será que alguém cuidará dele tão bem quanto você? E se ele chorar o dia inteiro? Será que ele vai perdoar você? Será que você vai se perdoar? 

Todos esses pensamentos provavelmente passarão por sua cabeça quando um bebê de verdade estiver nos seus braços, e pode até ser que você se assuste com os sentimentos, comparando com tudo o que você acreditava racionalmente antes do nascimento dele. 

O poder do amor e do instinto de proteção transforma seus sentimentos em emoções bastante subjetivas uma vez que exista uma criança de carne e osso na sua vida. 

Embora essa seja uma fase delicada, é possível, sim, minimizar o impacto da sua volta ao trabalho e fazer uma transição tranquila. A solução é exatamente preparar o caminho tanto para você como para o bebê. 
 

Informe-se e escolha bem com quem vai deixar o bebê

A volta ao trabalho está fadada a ser mais difícil se você não estiver convicta de que seu filho está sob os melhores cuidados longe de você, seja com um parente, babá ou escola/creche.


É fundamental ter tempo para pesquisar lugares, pedir referências e até experimentar diferentes opções para avaliar o que dá mais certo para a sua família. Programe-se com bastante antecedência (estamos falando de meses!) para que esteja satisfeita com sua escolha ao retornar ao trabalho. 

Faça uma lista dos prós e contras de cada opção e dos custos, que pesam bastante. A escola oferece várias facilidades e a oportunidade de socialização, mas é inevitável que a criança acabe tendo mais infecções respiratórias e outras doencinhas. 

A babá evita esse problema, mas precisa ser de confiança, o que significa uma árdua procura.
 

Plano B

É sempre bom ter uma alternativa para aqueles inevitáveis dias em que ou a babá está doente ou seu filho que frequenta um berçário adoece e tem que ficar em casa. 

Quem tem a sorte de ter uma vovó disponível para ajudar não precisa se preocupar tanto, mas quem não tem já deve pensar antes como fará para cuidar do bebê naquele dia. 
 

Dê tempo para o bebê se acostumar a outra pessoa cuidando dele

Assim como todos os seres humanos, seu filho reagirá melhor a mudanças se for apresentado a elas aos poucos. Planeje com quem ele vai ficar antes e vá introduzindo-o à nova rotina gradualmente, assim o bebê vai se sentir mais seguro e feliz. 

Quando o bebê começar a se acostumar ao novo ambiente e às pessoas, deixe-o sozinho por curtos intervalos em um primeiro momento, e vá aumentando o período de ausência gradativamente. 

Algumas mulheres optam por deixar os filhos em creches próximas ao trabalho, assim podem dar uma escapadinha para amamentá-los e estar com eles um pouco. Pela lei brasileira, toda funcionária registrada tem direito a dois intervalos de meia hora cada para dar de mamar até o bebê ter 6 meses de idade. Se puder, aproveite. 
 

Objetos familiares

Os chamados "objetos de transição" - bichos de pelúcia, bonecas, fraldas de pano ou um brinquedo macio - ajudam a criança a se sentir segura. 

Assim, se for mandar seu filho para um berçário, não deixe de incluir na mala ou mochila um objeto ao qual ele esteja apegado e que o faça lembrar de casa e das coisas a que está acostumado. 


http://brasil.babycenter.com/a1500327/preparando-o-beb%C3%AA-para-ficar-sob-os-cuidados-de-outra-pessoa?scid=br_pt_mbtw_baby_post4m3w#ixzz2XR7s1YQH

 

Pessoalmente, daria mais uma dica: NÃO MINTA PARA SEU FILHO! O Francisco podia até não entender, ainda, o que eu lhe falava, mas todas as vezes que eu saia eu lhe informava aonde estava indo: “a mamãe vai trabalhar” “a mamãe vai passear um pouco” etc. Dessa forma, criei uma relação de confiança com meu filho que perdura até hoje, sem choros quando preciso estar ausente.

Quem quiser compartilhar experiências comigo, estou disponível no natalia@agenciadq.com.br