Estado reforça importância da vacina contra febre amarela
Minas já registra cobertura superior aos 95%, mas todos os municípios devem ficar atentos
O verão, perÃodo em que viagens de férias e de Carnaval
aumentam a circulação de pessoas entre cidades e regiões, acende o alerta para
os cuidados com a saúde, incluindo a prevenção às doenças transmitidas por
mosquitos.
A Secretaria de
Estado de Saúde (SES) chama a atenção para a atualização do cartão de
vacinas, uma garantia para que as famÃlias possam desfrutar o verão com
tranquilidade. A imunização contra a febre amarela é uma das principais ações
para garantir o bem-estar e o sossego de crianças e adultos.
Coordenadora estadual do Programa de Imunizações, Josianne Dias Gusmão lembra
que a vacina contra febre amarela (VFA) integra o calendário de rotina do
Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é a medida mais importante e eficaz
para prevenção e controle da doença. “A vacina configura um imunobiológico
seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com resposta imune
(proteção) de 90% a 98%. Os anticorpos protetores aparecem entre o 7º e o 10º
dia após a aplicação da vacina, por isso a vacinação deve ocorrer ao menos dez
dias antes de se deslocar para áreas de risco da doençaâ€, aponta.
Epidemias
A SES alerta a população para o retorno de epidemias. Após um perÃodo de sete
anos sem notificações de casos em humanos, Minas Gerais registrou duas epidemias
consecutivas nos perÃodos sazonais de 2016/2017 e 2017/2018, que ocorreram em
áreas distintas do estado. A primeira atingiu principalmente os vales do Rio
Doce e Mucuri e parte da Zona da Mata e Jequitinhonha. O seguinte, a Região
Metropolitana de Belo Horizonte, a Zona da Mata e parte das regiões Campos das
Vertentes, Oeste e Sul/Sudoeste mineiro.
Em 2016/17, houve 475 casos confirmados de febre amarela silvestre em Minas
Gerais, sendo que 162 evoluÃram para óbito, com uma letalidade de 34,1%. No
perÃodo de 2017/18 foram 528 casos confirmados, sendo que destes 177 (33,5%)
evoluÃram para óbito. “Como a febre amarela silvestre é uma zoonose, sua
transmissão não é passÃvel de eliminação, o que exige a vigilância e manutenção
das ações de controle principalmente por meio de coberturas vacinais, conforme
preconizado pelo Ministério da Saúdeâ€, explica Josianne Gusmão. Para o perÃodo
2018/2019, bem como o perÃodo 2019/2020, até o momento, não houve registros de
casos em humanos.
Vacina
A SES reforça que a vacina está disponÃvel para pessoas de 9 meses a 59 anos de
idade. Em crianças a imunização de ocorrer aos 9 meses e ser reforçada aos 4
anos. Pessoas na faixa etária entre 5 e 59 anos que não tenham se vacinado ou
estejam sem comprovante de registro no cartão devem receber uma dose da vacina.
“Em 2020, houve a implantação da dose de reforço da vacina de febre amarela
(atenuada) para crianças de 4 anos em todo o Brasil. A dose de reforço também
objetiva imunizar pessoas que não se lembram se já estão imunizadas,
independentemente da idadeâ€, ressalta a coordenadora.
Cobertura
Em Minas Gerais, a cobertura vacinal acumulada da vacina febre amarela no
perÃodo de 2007 até 17 de janeiro de 2020 é de 95,32%. Os dados são do
Ministério da Saúde.
A cobertura preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%. “Mesmo que a
cobertura acumulada demonstre que o estado está com um percentual satisfatório,
não é homogênea em todos os municÃpios. Assim, é necessário que as cidades
realizem busca ativa para alcance de altas e homogêneas coberturas vacinaisâ€,
salienta Josianne Dias Gusmão.
