Fhemig rebate acusações da família de grávida e diz que desde o primeiro atendimento o aborto já tinha sido informado
Em nota, a fundação que mantém o Hospital Regional, disse que o esvaziamento do útero aconteceu logo após o período de jejum necessário
Nessa terça-feira (6/8) a famÃlia de uma jovem gestante de Patos de Minas denunciou que um impasse nos atendimentos entre o Hospital Regional Antônio Dias e o São Lucas, provocou transtornos e sofrimento durante negativas de atendimento, que segundo a denúncia foram ocasionados com o aborto do feto de dois meses. Os familiares reclamaram de desinformação e chegaram a acionar a PolÃcia Militar. Nesta quarta-feira a assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, órgão responsável pelo HRAD, rebateu as acusações.
Em nota a Fhemig informou que Amanda Cristina Silva Santos, recebeu o primeiro atendimento no domingo, dia 4 de agosto, quando a paciente foi acolhida no Hospital Regional Antônio Dias, apesar da orientação do novo fluxo assistencial em que a unidade é apenas referência no caso de gestações de alto risco. Contrário a afirmação da famÃlia, a nota diz que durante o atendimento, foi realizado um ultrassom onde foi constatada a ausência de batimentos cardÃacos do feto e, seguindo o protocolo, os profissionais orientaram a paciente a aguardar até que fosse constatado, de forma natural, o aborto espontâneo, o que acontece geralmente em dois dias. No dia 6 de agosto, a paciente retornou apresentando sangramento e outros sintomas que confirmaram o aborto.
A nota não fala sobre qualquer negativa de atendimento ou direcionamento da paciente ao Hospital São Lucas, e segue afirmando que o esvaziamento do útero aconteceu logo após o perÃodo de jejum necessário para tal procedimento.
Questionamos também sobre o que ficou estabelecido entre a secretaria municipal de saúde, HRAD e Hospital São Lucas, na divisão dos atendimentos, incluindo as gestantes no municÃpio de Patos de Minas e de quem seria a responsabilidade. Sobre isso, a Fhemig informou que, nos últimos três anos, várias reuniões foram realizadas na Superintendência Regional de Saúde, entre os 33 municÃpios da macrorregião Noroeste, para a implantação da Rede Cegonha que garante o atendimento à s gestantes no Brasil.
Ainda conforme o texto, na última reunião, no dia 11 de julho, ficou definido um novo fluxo assistencial, tendo como objetivo garantir o atendimento das gestações de alto risco no Hospital Regional Antônio Dias. Para tanto, as pacientes que não apresentarem doenças na gestação serão atendidas em outros hospitais de Patos de Minas e região. Conforme definido então na nota informativa SES/Nº 40/2019, as pacientes de Patos de Minas que não apresentarem doenças na gestação serão referenciadas para a Maternidade do Hospital São Lucas.
A Fhemig afirmou ainda que a responsabilidade pela organização do novo fluxo assistencial às gestantes de Patos de Minas e da macrorregião é dos gestores municipais de cada cidade.
A direção do Hospital São Lucas também se manifestou em nota sobre o caso.
"A direção do Hospital São Lucas (HSL) esclarece que a paciente citada na matéria não chegou a dar entrada na unidade. Nesta terça-feira (6/8), após ser socorrida pelo SAMU, e tentativa anterior de atendimento em outro hospital, a paciente chegou a ser direcionada ao HSL. No entanto, a unidade não é referência em intercorrências obstétricas e por estar assistida pela equipe médica do SAMU, a paciente foi encaminhada ao hospital de referência".
