Grávida perde bebê e família culpa hospitais de Patos de Minas por péssimo atendimento
A jovem de 22 anos passou mal e segundo a família, o HSL e o HRAD dificultaram os atendimentos
Uma gestante em Patos de Minas viveu momentos de muita dor e impasse nos últimos dias. Grávida de dois meses, desde o final de semana ela não se sentia bem. Procurou ajuda, recebeu atendimento, mas foi orientada a voltar pra casa e observar. Nessa terça-feira (6/8) a jovem perdeu o bebê. E começou um novo drama. Receber novo atendimento para saber o que fazer. Foram horas de desinformação e até a PolÃcia teve que ser acionada.
Gerliane Aparecida, que é tia da jovem, Amanda Cristina Silva Santos, de 22 anos, moradora do bairro Brasil, disse que a sobrinha estava grávida pela segunda vez. O primeiro bebê ela perdeu com 3 meses de gestação, e isso aconteceu há mais de um ano. Segundo a tia, no último fim de semana ela passou mal com dores e com um pequeno sangramento. A gestante procurou atendimento no Hospital Regional Antônio Dias, onde fez um ultrassom no domingo. Mas de acordo com as informações, a médica que fez o atendimento disse que estava tudo bem com o bebê.
Mas, as dores não cessaram e a situação piorou. Na segunda-feira, Amanda procurou o posto de saúde, Geraldo Resende, onde marcou uma consulta para essa terça-feira a tarde. No entanto, de madrugada, ela acordou passando muito mal. A jovem sentia dores fortes e o corrimento não parou. Por volta das 8h, ao levantar pra ir ao banheiro, a Amanda teve uma perda grande de sangue. Preocupada, a famÃlia acionou o Samu, que levou a paciente direto para o Hospital Regional, mas, ao chegar no local, o atendimento foi negado a ela, e a orientação é que se dirigisse para o Hospital São Lucas.
Teve inÃcio então um impasse absurdo. É que no HSL mais uma vez, ela ouviu que não poderia receber atendimento necessário, uma vez que o hospital não dispõe de equipamento de ultrassom. Ainda acompanhada pela equipe do Samu, a paciente tornou a ser levada para o HRAD, e mais uma vez, o atendimento a ela teria sido negado. Foi nesse momento que os familiares tomaram a decisão de acionar a PolÃcia Militar.
Após o registro do boletim de ocorrência, finalmente Amanda foi atendida. Mas, após o ultrassom, veio a triste notÃcia de que ela teria perdido o bebê. Ainda segundo informações da famÃlia, o resultado do exame indicou que o aborto estava incompleto, e ela precisaria passar pelo processo de curetagem, o que até o meio da tarde não tinha sido realizado. A paciente só conseguiu passar pelos procedimentos no inÃcio da noite, após intermináveis horas de espera, com idas e voltas aos dois hospitais.
A produção do Patos Já e NTV, procurou a assessoria da da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - Fhemig, que nos informou que está apurando a situação e irá enviar resposta a nossa redação.
