Hemominas propõe que hospitais se estruturem para resolver o problema da falta de sangue
Já são mais de 15 dias de paralisação dos serviços de coleta e armazenamento de sangue, por falta de um profissional médico
Após mais de três semanas de paralisação das atividades do Hemocentro de Patos de Minas, a Fundação Hemominas emitiu nota a imprensa para esclarecer quais as medidas estão sendo tomadas sobre o assunto. Esta semana um cirurgião cardiovascular alertou que pessoas podem morrer pela falta de sangue. Para a direção do órgão, os hospitais devem se estruturar para coletar e estocar os hemocomponentes.
A nota assinada pelo Diretor Técnico-Científico, Fernando Valadares Basques, diz que desde novembro de 2014, a fundação tem tentado identificar profissionais médicos, inclusive na rede SUS das regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que possam ser cedidos para trabalhar no Hemonúcleo de Patos de Minas, já que os procedimentos de hemoterapia e transfusão, dependem de um responsável técnico médico.
De acordo com o texto, enquanto não se resolve a questão, o Hemominas está atendendo a todas as solicitações para cirurgias de urgência e emergência, por meio de sua rede estadual de estoques de hemocomponentes. Ainda conforme as informações descritas na nota, durante esse período delicado para a saúde pública e privada de Patos de Minas e região, identificou-se também que os hospitais optaram pelo modelo de assistência hemoterápica, em desacordo com as normatizações federais.
Para a Fundação Hemominas a maioria dos hospitais deveria ter Agências Transfusionais, com obrigação de manter estoques de sangue de segurança dentro de suas estruturas. Desta forma, a solução para o atual problema passa também pela transformação das assistências desses hospitais em agências transfusionais, capazes de atender a toda a estrutura de urgência, emergência e situações eletivas.
A fundação afirma também que a dificuldade para resolver o problema da contratação de médico para o Hemonúcleo e transformação nos hospitais das assistências em agências trasnfusionais, está na falta de profissionais da região para assumir o cargo em Patos de Minas e no entendimento por parte dos gestores hospitalares no que diz respeito a priorizar investimentos para o setor. O que segundo a Hemominas iria contribuir, efetivamente, para a regularização do fornecimento de sangue e hemoderivados para a região, no menor tempo possível.
