Mesmo com decisão judicial menino com paralisia cerebral continua sem conseguir cirurgia
A espera pelo procedimento já dura mais de três anos
O garoto Mákson, de 13 anos, tem paralisia cerebral e precisa com urgência de uma cirurgia no quadril. No entanto, a família aguarda há mais de três anos pelo procedimento, e a situação só piora. Patricia da Silva Evangelista, mãe de Mákson, obteve uma decisão judicial determinando que o município e o estado solucionem o caso. No entanto, já se passaram duas semanas, e até agora não houve solução.
O pedido de cirurgia para Mákson foi feito em julho de 2020. Contudo, a mãe do menino recebeu a informação de que nenhum hospital em Patos de Minas realizava esse procedimento. Para solicitar pelo SUS, ela teria que reiniciar todo o processo. Foram, então, dois anos de espera até que, no ano passado, o pedido foi feito.
Na primeira reportagem realizada pela NTV e Patos Já, a resposta do município afirmava que o caso chegou ao setor de alta complexidade em 27/03/23, e que o garoto estava na fila. No entanto, dependia da liberação das cotas por meio do governo de Minas. Mas diante da alta demanda por cirurgias ortopédicas, não era possível prever quando a cirurgia seria liberada.
Com o agravamento do estado de saúde do filho, Patrícia Evangelista ingressou com uma ação judicial por meio da defensoria pública. A justiça determinou que o município de Patos de Minas e o Estado de Minas Gerais providenciem a cirurgia. Em 10 de novembro, foi dado um prazo de 24 horas para o cumprimento dos procedimentos, sob pena de bloqueio de verba para a realização da cirurgia. No entanto, quase duas semanas depois, a família ainda continua na luta.
A prefeitura de Patos de Minas informou ao jornalismo da NTV e Patos Já que, apesar de citada na sentença, o caso compete ao Estado, uma vez que é de alta complexidade e o paciente está regulamentado no SUS Fácil, sistema também administrado pelo governo de Minas.
Como a sentença ainda não foi cumprida pela prefeitura de Patos de Minas e Governo do Estado, a Defensoria Pública, pediu o bloqueio do dinheiro em conta, e agora a justiça pediu um terceiro orçamento. O valor do procedimento do Makson é de cerca de R$ 73 mil.
Nós questionamos o governo de Minas sobre caso, mas ainda não recebemos resposta.
