MP pede internação de idosa cega que vive sozinha em Santana de Patos
A mulher mora sozinha numa casa em que falta higiene e alimentação, contando apenas com a companhia de animais de estimação
O caso da idosa cega que está em situação difícil em Santana de Patos não é isolado, segundo a curadoria de idosos do Ministério Público. Mas é possível buscar uma internação em lares para essas pessoas restabelecerem a dignidade.
A história de dona Heloísa Helena de Oliveira de 63 anos comoveu a população patense. Apesar de cega, ela mora sozinha, numa casa em que falta higiene, alimentação e muitas outras coisas. Carente, a mulher recebe ajuda de vizinhos e vive na companhia de dois cães de estimação. Mas o que mais assusta é que casos como o de dona Heloísa não são fatos isolados. De acordo com o ministério público, há muitos idosos na região que sofrem maus tratos ou estão abandonados.
Nestes casos em que há constatado o abandono ou a precariedade do local onde o idoso se encontra é preciso acionar o ministério público. Primeiramente é feita uma avaliação do idoso através da assistência social do município, que emite um relatório circunstanciado ao Ministério Público que passa a estudar o caso e na sequência encaminha ou não para a internação, principalmente aquelas pessoas que não tem parentes próximos ou alguém que zele por elas, passando a ter preferência para serem abrigadas em um asilo da região.
Sobre o caso de dona Heloísa, noticiado aqui pelo Patos Já e também pela NTV, tanto o Ministério público quanto o lar vicentino tem buscado ajuda. A partir do momento em que tomou conhecimento da situação de abandono, o Promotor de Justiça Hamilton Antônio Ramos encaminhou um ofício para a secretaria municipal de desenvolvimento social, sendo que a visita à casa da idosa já foi realizada por uma assistente social. O promotor aguarda o relatório que será emitido, mas afirmou já haver uma iniciativa do Lar Vicentino Padre Alaor para que seja feito o acolhimento.
Atualmente, o local atende cerca de 103 idosos internados, que realizam atividades diversificadas, com cuidados com a higiene pessoal, alimentação e recreação, além de ter acesso gratuito ao atendimento médico.
