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Trânsito

Ambientalistas denunciam irregularidades em loteamento de Patos de Minas

Após polêmica , uma parte do loteamento foi interditada.

Admin2017-07-20Fonte: Odair Cardoso.
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As obras do loteamento Jardim Júlia que fica nas proximidades do Ceasa de Patos de Minas, viraram alvo de denúncias feitas por ambientalistas do Codema e da ONG ODS. Intervenções realizadas a margem direita do Córrego do Aragão e do Rio Paranaíba, estariam desrespeitando a legislação ambiental e colocando em risco o ecossistema.

Os serviços de aterramento e terraplenagem do loteamento Jardim Júlia, na parte que fica próximo ao local onde o Córrego do Aragão deságua no Rio Paranaíba vem causando preocupação aos representantes do Codema e ODS, que apontam irregularidades no andamento das obras de infraestrutura que estariam degradando as áreas de preservação permanente.

 A preocupação dos defensores do meio ambiente, também é de que com o terreno frágil sem a cobertura da mata ciliar que foi arrancada, outros danos venham causar prejuízo para a os cursos de água, que já são bem escassos.

De acordo com o código florestal, as APP’s são essenciais para preservar a biodiversidade e a vegetação conservando assim a estabilidade geológica do solo, e assegurando o bem-estar das populações que futuramente irão morar nestes locais.

A produção do patos já  procurou a empresa responsável pelo loteamento. Em nota a Atlanta Empreendimentos Imobiliários, disse que, "toda a documentação relacionada a área denunciada, foi apresentada e analisada pela prefeitura e Polícia de Meio Ambiente, e que não foi constatado nenhuma irregularidade."

 O impasse deve continuar, uma vez que segundo o Tenente Fernandes da Polícia de Meio Ambiente, uma equipe esteve no o local e verificou que apenas uma intervenção estaria irregular, no entanto, uma resolução do próprio Codema de 2016 aprovou em documento a suposta infração ambiental.

Nesta quinta-feira pela manhã nossa equipe de jornalismo conversou com o representante do Codema , que disse  que ontem ( 19) uma parte do loteamento foi interditada e agora serão realizadas vistorias  de duas á três vezes por semana.