Roubo de cargas: Risco onipresente
Aumento dos números redobram a atenção de caminhoneiros Patenses que viajem a outras regiões de Minas Gerais
A vida de trabalho nas estradas não é nada fácil, ter de sobreviver de posto em posto, com (por vezes) cargas valiosas, tendo de dormir na boleia, longe da família e do aconchego de casa. Já não bastassem essas complicações, para dificultar mais ainda suas vidas, têm as quadrilhas e os assaltantes, que flutuam pelas rodovias buscando a carga mais rentável para o assalto.
Segundo dados da secretaria de estado de segurança pública, somente nos meses de janeiro a maio deste ano, foram registrados 272 ocorrências de assaltos, um aumento de 32% em comparação com o mesmo período de 2016, em que tiveram 206.
Já segundo Antônio Carlos Soares, que é presidente da Associação Patense dos Empreendedores do Transporte (ASPET) o Alto Paranaíba “não é uma região com muita incidência desse tipo de ocorrência, mas o problema é que os caminhoneiros viajam para regiões perigosas“.
Essas regiões são o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde há maior fluxo de cargas de maior valor e um maior campo de ação às quadrilhas.
Antônio também conta que essas quadrilhas não são como as “tradicionais”, elas já agem com um plano todo traçado (desde a armazenagem até a comercialização e desmontagem) e “normalmente não são violentos. Eles visam apenas a posse da carga. O motorista, se não tentar reagir, comumente sai ileso da situação. Fica só o prejuízo financeiro”.
Os produtos mais visados são insumos agrícolas em geral e produtos de acomodação e venda mais simples, como cigarros, eletroeletrônicos, autopeças, têxteis e combustíveis.
A prevenção que Rodrigo Lemes, gerente de logística faz é “uma consulta sobre a vida do caminhoneiro que verificará a possibilidade dele fazer o frete ou não”. Antônio aconselha aos motoristas que evitem “aqueles pontos onde saibam ter uma quantidade maior de ocorrências, principalmente em horários de maior incidência de roubos, como a noite”. Outra medida importante a ser tomada é pagar um seguro do caminhão. Pois, se a carga não tiver proteção, pelo menos receberá algum ressarcimento para poder trabalhar.
