Avô reivindica presença de professores de apoio para autistas na rede estadual de Patos de Minas
Conforme o superintendente de Ensino, o acompanhamento depende da complexidade do caso
Um avô reivindicou a presença de professores de apoio para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede de ensino estadual de Patos de Minas. Célio Fernandes é avô de duas crianças autistas e alega que a falta pode atrasar o desenvolvimento dos netos.
“Nos anos iniciais, eles estudaram com professor de apoio e nunca tiveram problema, mas, agora que eles foram para o primeiro ano, não têm”, relatou o avô.

Célio explicou que um dos netos ficou nervoso devido a um trabalho escolar e não teve condições de realizá-lo. Segundo ele, o autismo pode se manifestar de diversas formas e o papel do professor de apoio é para ajudar a professora da sala e, assim, o aluno.
O superintendente de Ensino, Carlos Coimbra, disse que o acompanhamento dos alunos autistas depende da complexidade de cada caso. Além disso, ressaltou que uma equipe já está realizando avaliações nas escolas, o que pode causar demora no atendimento.
Direito
Desde 2012, a Lei 12.764 estabeleceu uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Dessa forma, é direito dos alunos com o espectro autista terem um acompanhante especializado nas salas de aulas.
Conforme a legislação, "os sistemas de ensino devem efetuar a matrícula dos estudantes com o TEA nas classes comuns de ensino regular, assegurando o acesso à escolarização, bem como ofertar os serviços da educação especial, dentre os quais: o atendimento educacional especializado complementar e o profissional de apoio".
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