Área para extração de fosfato entre Presidente Olegário e Patos de Minas pode chegar a 1.600 hectares

A estimativa é que bilhões de reais sejam gerados e milhares de pessoas sejam empregadas em toda região

por Matheus Alves
Fonte: Rafael Ribeiro - NTV
23/06/2022 - 11h30

Patos Já - Área para extração de fosfato entre Presidente Olegário e Patos de Minas pode chegar a 1.600 hectares

Há alguns anos a notícia de uma descoberta de fosfato na região do Sertãozinho, distrito de Patos de Minas, empolgou produtores da região e desde então, a empresa responsável pela pesquisa de solo tem obtido bons resultados.

A possibilidade de produção de fosfato natural é um avanço para o Alto Paranaíba e Noroeste mineiro pois, de acordo com o geólogo e diretor executivo da Terra Brasil, Eduardo Duarte, a guerra da Ucrânia e os embargos a Rússia, principal fornecedor do insumo ao Brasil tem encarecido o produto. De acordo com o Ministério da Economia, o Brasil importou 685 mil toneladas de fertilizantes da Rússia a um valor de US$ 455 milhões em março de 2022. No mesmo mês do ano passado, foram 603 mil toneladas, a um custo de US$ 154,3 milhões.

A equipe de reportagem do Patos Já, apurou que as pesquisas de solo já estão em fase final é uma empresa deve começar a atuar na extração do material nos próximos anos. A estimativa é que bilhões de reais sejam gerados e milhares de pessoas sejam empregadas em toda região.

O geólogo, Fernando Villa Nova, explica que o fosfato natural tem bom desempenho no desenvolvimento de plantações. Em uma fazenda que fica na região onde estão sendo feitos os testes, uma avaliação em uma plantação de milho mostrou que as espigas ficaram maiores e a saúde da planta evoluiu bem. “Estamos fazendo um beneficiamento e observando a concentração do fosfato extraído aqui. Foram encontrados também, outros tipos de minerais. Em cada análise, todo material é coletado e mandando direto para pesquisa em laboratórios e em cada teste é constado a riqueza dessas terras”, conta Fernando Villa Nova.

O diretor executivo da Terra Brasil, Eduardo Duarte, conta que são cerca de 70 milhões reais já foram investidos na estruturação e estudo das terras onde se encontra a jazida de fosfato e a exploração da área, vai custar quase 3 bilhões para a Terra Brasil, empresa responsável pelos estudos técnicos. “Serão gerados em torno de 2 mil empregos na região. É um avanço na economia do Alto Paranaíba que é mais voltada para o agronegócio. O Governo Federal deve incentivar a exploração do material através da uma construção de uma linha ferroviária que vai ligar Presidente Olegário a Patrocínio”, conta Eduardo Duarte.


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