PM é acionada após morte de idoso e impasse para liberação de corpo no Regional

Familiares disseram que a situação só foi resolvida cerca de 8 horas depois

por Redação Patos Já
03/01/2020 - 10h30

Patos Já - PM é acionada após morte de idoso e impasse para liberação de corpo no Regional

Após a morte de um idoso, um impasse para liberação do corpo que estava no Hospital Regional em Patos de Minas, causou indignação e até virou caso de polícia na madrugada desta sexta-feira (3/1). A situação só foi resolvida cerca de 8 horas depois, com a transferência do corpo para outro município.

Velusiano Cota Pacheco de 80 anos de idade, que residia em Abaeté dos Mendes, distrito de Rio Paranaíba, e que sofria com um câncer de bexiga, passou mal nessa quinta-feira, quando foi levado até um hospital particular em Patos de Minas. O sobrinho, José Geraldo, disse que o atendimento ficaria em cerca de R$ 7 mil, mas sem condições para arcar com o custo, o paciente foi levado para a UPA.

O familiar contou ainda que o tio estava em observação na unidade, mas descontente por ver o idoso doente em uma cadeira, pediu ao médico a liberação e o levou para casa. No entanto, algum tempo depois Velusiano voltou a passar mal. Uma equipe do Samu prestou atendimentos e fez o encaminhamento até o Hospital Regional, onde ele faleceu.

Os familiares reclamam que foi neste momento que tiveram início os impasses para liberação do corpo. Com a recusa no Regional eles acionaram a Polícia Militar. De acordo com o boletim de ocorrências, a enfermeira de plantão informou que nessa situação não teria competência para atestar o óbito. No Instituto Médico Legal - IML, o médico responsável alegou que o órgão atestaria somente em caso de morte violenta.

De volta ao HRAD, a médica orientou não ter competência para dizer se a morte foi ou não natural, e que somente com a chegada da administração do hospital e da assistente social seria possível ter uma solução para o caso. O impasse só foi resolvido por volta das 9h da manhã, quando enfim o corpo foi liberado para o translado até a cidade de Rio Paranaíba, onde um médico assinaria o atestado de óbito.


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