Devido à pandemia, nenhuma adoção ocorre em Patos de Minas há mais de um ano

26 crianças e adolescentes encontram-se acolhidos em abrigos, do quais três adolescentes estão aptos a serem adotados.

por Caio Machado
21/05/2021 - 19h00

Patos Já - Devido à pandemia, nenhuma adoção ocorre em Patos de Minas há mais de um ano

No próximo dia 25 de maio é comemorado o Dia Nacional da Adoção e no Estado de Minas Gerais, nenhuma criança é adotada há mais de um ano, já que os 96 processos em andamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram travados devido à pandemia.

Vários fatores influenciam na lentidão do processo de adoção, que mesmo antes da pandemia já era burocrático. A recusa de profissionais em atender presencialmente por receio da Covid-19 e paralisações em trâmites judiciais são alguns dos motivos.

Em Patos de Minas, 26 crianças e adolescentes encontram-se acolhidos em abrigos, do quais três adolescentes estão aptos a serem adotados, mas o processo não ocorre por conta da impossibilidade das visitas presenciais devido às medidas de distanciamento social.

Pessoas interessadas em adotar crianças ou adolescentes precisam efetuar um cadastro no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e passar por um processo que envolve cursos, habilitações e entrevistas, para finalmente serem avaliadas por um juiz que determinará a aptidão.


Grupo de Apoio à Adoção

A empresária Joana Barros teve a vida transformada após adotar um casal de crianças. “Durante os primeiros meses, no período de adaptação de ambas as partes, a rotina muda bastante, mas é uma mudança maravilhosa, que flui tranquilamente, com muito amor”.

Ela faz parte do Grupo de Apoio à Adoção Alecrim (GAA – Alecrim), iniciativa que orienta casais que pretendem adotar ou já adotaram alguma criança ou adolescente. “A troca de experiências e a ajuda mútua das famílias do grupo é fundamental é para o processo adotivo”, afirma a empresária.

A presidente da iniciativa, Eliane Alves Silva, explica que encontros ocorrem mensalmente para que as demandas dos participantes sejam levantadas. Uma outra atividade exercida pelo grupo é a leitura, que no momento, estuda em conjunto o livro “Adote com Carinho” da autora Lidia Natalia Dobrianskyj Weber.

“Adotei um dos meus filhos quando ele tinha seis anos de idade e ele mesmo me questionou se eu não poderia adotá-lo. É um desejo da própria criança que se encontra no abrigo ou instituição de adoção, a oportunidade de ter uma vida em família.”, finaliza Eliane, salientando a importância do processo adotivo para a sociedade.


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