Prefeito diz que tomará providências sobre médica que presta serviços ao município, citada no caso Madalena

Os custos da faculdade de medicina teriam sido pagos com a pensão de Madalena

por Redação Patos Já
04/01/2021 - 08h00

Patos Já - Prefeito diz que tomará providências sobre médica que presta serviços ao município, citada no caso Madalena

O prefeito, Luiz Eduardo Falcão, utilizou a sua conta no instagram para se posicionar sobre uma médica que presta serviços ao município de Patos de Minas. A mulher foi citada em uma reportagem do UOL, apontando que os custos da sua faculdade de medicina teriam sido pagos com o dinheiro da pensão de Madalena Gordiano.

"Acabo de saber que uma das pessoas citada no caso Madalena presta serviços à prefeitura de Patos de Minas. Já pedi à secretaria de saúde para localizar e apurar a questão para tomarmos as medidas cabíveis imediatamente. Não vou tolerar nem passar a mão na cabeça de ninguém", afirmou Falcão.

A publicação do UOL relembra que Madalena tem uma renda de R$ 8,4 mil oriunda de um casamento com um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, mas jamais teve controle do dinheiro, que era administrado por Maria das Graças Milagres Rigueira e o filho, Dalton César Milagres Rigueira, segundo apontam as investigações.

Ainda conforme a reportagem, Madalena se casou em 2001 com Marino Lopes da Costa, tio de Valdirene Lopes da Costa, esposa de Dalton. Madalena recebe duas pensões desde 2003, quando o marido morreu aos 80 anos de idade. O matrimônio foi alvo de denúncia em 2008, porém o processo foi encerrado em 2015 por falta de provas, apesar de "fortes indícios de ocultação do fato".

Ainda de acordo com o texto, Maria das Graças teria organizado o casamento de Madalena para que o dinheiro da pensão pudesse pagar a faculdade da filha Vanessa Maria Milagres Rigueira, formada em 2007 pela Faculdade de Medicina de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Quando Vanessa estava praticamente formada, Dalton passou a administrar o dinheiro de Madalena e se mudou ao receber uma proposta para dar aula em uma universidade de Patos de Minas em dezembro de 2006.

No depoimento dado ao MPT (Ministério Público do Trabalho) obtido pelo UOL, Dalton declarou ter uma renda de R$ 10 mil como professor universitário e mais R$ 1,3 mil do aluguel de dois imóveis. Ele ainda fez dois empréstimos consignados no nome de Madalena, com dívida restante de R$ 18,5 mil no Banco do Brasil, segundo apurou a reportagem.

" A renda da família, sem a pensão de Madalena, é incompatível para quem tem um imóvel de quatro quartos financiado na área mais nobre de Patos, com parcelas de R$ 1,7 mil, e paga faculdade para duas filhas, uma delas estudante de medicina em Uberaba, com mensalidade de R$ 6,8 mil", detalha o UOL.

O UOL também informou que o advogado da família Milagres Rigueira, Brian Epstein Campos, disse em nota que ainda não teve acesso aos autos do processo. O defensor também disse que os familiares "estão abalados pelo acontecimento e preferem se manter em silêncio".


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