Após reclamações sobre atendimento em centro de enfrentamento a covid, prefeitura diz que demanda está acima do normal

por Redação Patos Já
18/01/2022 - 10h00

Patos Já - Após reclamações sobre atendimento em centro de enfrentamento a covid, prefeitura diz que demanda está acima do normal

Filas, pessoas no sol e na chuva, além da demora para os atendimentos, foram as principais reclamações no primeiro dia de funcionamento do Centro de Enfrentamento à Covid-19, no Bairro Lagoa Grande em Patos de Minas durante essa segunda-feira (18). Em nota a prefeitura justificou que centenas de pessoas foram até o local, provocando uma demanda maior que esperada.

De acordo com a publicação, somente nas primeiras oito horas de funcionamento, mais de 300 pessoas foram atendidas, mas somente 210 exames puderam ser realizados, justificando o risco de desabastecimento de testes rápidos em todo o Brasil, e por isso foram definidos grupos prioritários até que a situação se normalize.

Conforme a prefeitura apenas serão testados, “pacientes que tenham maior gravidade de sintomas; pacientes hospitalizados e cirúrgicos; pessoas no grupo de risco (imunossuprimidos, por exemplo); gestantes e puérperas (45 dias após o parto); trabalhadores assistenciais da área da saúde; colaboradores de serviços essenciais” diz o texto.

A nota ressalta também que, “caso não esteja no grupo prioritário para testagem, o paciente passa por consulta médica, podendo, a critério do profissional, ser afastado por atestado. Todas as pessoas com sintomas respiratórios/gripais devem se isolar por pelo menos sete dias, tenham ou não se submetido a exame”.

A orientação para os casos de sintomas graves (dispneia/desconforto respiratório; ou pressão persistente no tórax; ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente; ou coloração azulada de lábios ou rosto), é de que o paciente deve ir diretamente para a UPA.

A prefeitura afirmou que há três médicos por plantão no Centro de Enfrentamento. “A saúde já está trabalhando com esforço máximo, com mão de obra redobrada, mas de fato a demanda é acima do normal, o que inevitavelmente acarreta filas e maior espera por atendimento. Acredita-se que esse cenário perdurará pelo menos por mais 15 dias, uma vez que a Ônicron tem se apresentado como a mais transmissível desde o início da pandemia”.

A nota diz ainda que a Secretaria de Saúde também enfrenta o desafio de equilibrar as equipes desfalcadas, devido a quantidade de profissionais afastados por causa Covid-19. “Para se ter ideia, por esse motivo, há USF com apenas quatro funcionários trabalhando. Há grande dificuldade inclusive para novas contratações”, explicou.


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