Secretário diz que radar está dentro das normas e advogada pede retirada do aparelho

A ação popular contra o município pede que se retire o radar e a nulidade das multas aplicadas

por Gustavo Oliveira
Fonte: Odair Cardoso - foto: Gustavo Brito.
02/08/2018 - 12h00

Patos Já - Secretário diz que radar está dentro das normas e advogada pede retirada do aparelho

Desde implantação, são muitas as queixas de condutores de veículos com a instalação dos radares urbanos em Patos de Minas, que estão em funcionamento há cerca de um ano. Mais especificamente sobre o aparelho instalado na rua Dr. Marcolino, as reclamações apontam através de recursos, supostas irregularidades. Para a secretaria municipal de trânsito tudo está em conformidade com as normas do Contran, no entanto, esta semana uma advogada protocolou ação pedindo a retirada do equipamento.  

Dificuldade de visibilidade, distancia menor do que exigida por lei entre a placa e o radar, falta do display que mostra a velocidade do veiculo, são alguma das reclamações dos motoristas que passam pelo cruzamento da rua Dr. Marcolino com Avenida Brasil. No entanto, o secretario de trânsito de Patos de Minas, Roberto Campos, afirmou a nossa reportagem que a instalação dos equipamentos está dentro do que exigem os órgãos de trânsito. O secretário destacou que tudo foi feito com base no que pede o plano diretor da cidade e a partir daí realizou-se um estudo técnico para a instalação dos radares, obedecendo às resoluções estipuladas pelo Denatran.

Mas para a advogada Bianca Tavares, existem indícios de irregularidades. Ela cita, por exemplo, que a resolução de trânsito exige que a distância seja de 100 a 300 metros, mas que no radar da rua Dr. Marcolino, da placa de sinalização até o equipamento está em 78,28 metros, o que para seria prejudicial ao motorista que é obrigado a fazer uma frenagem em percurso menor.

Outra irregularidade segundo a advogada é relacionada a não existência do dispositivo eletrônico que faça a leitura de há quantos quilômetros está sendo conduzido o veículo, no momento em que passa pelo local, uma vez que se trata de radar utilizado para redução de velocidade. Entendendo que o radar não cumpre as exigências, a advogada protocolou nessa quarta-feira (2), uma ação popular contra o município pedindo a retirada do aparelho, assim como a nulidade das multas aplicadas.


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