Mulher denuncia policial de Varjão de Minas por estupro

Pijama dela foi recolhido para avaliar se havia esperma no tecido

por Aiandra Faria
27/09/2021 - 15h40

Patos Já - Mulher denuncia policial de Varjão de Minas por estupro

Uma denúncia de estupro foi registrada na cidade de Varjão de Minas, na última sexta-feira (24). Porém o crime teria acontecido na noite da última quinta-feira (23) e foi registrado como ato libidinoso. O suspeito é um policial militar.

A vítima disse que estava em sua residência juntamente com o filho, que estava dormindo, e que seu marido estava trabalhando. Segundo ela, o suspeito chegou em sua casa na viatura da PM e fardado. Ele disse que foi até o local averiguar uma denúncia de que havia uma pessoa escondida em um beco, sendo que o policial pediu para verificar no quintal e casa da suposta vítima.

Já no interior da residência, o militar disse que queria saber se ela estava com hematomas, considerando que ela já havia sofrido violência doméstica do marido e que inclusive já acionou a PM por esse motivo. Segundo a mulher, o policial pediu para ela levantar a blusa e mostrar os seios, pegando neles. Em seguida ele pediu para ela para abaixar o short, sentar na cama e abrir as pernas para ele ver se ela apresentava lesões. A mulher teria hesitado, mas, atendeu a determinação temendo a figura policial. Ele ainda pediu para ela abaixar ainda mais o short, até o joelho. Nesse momento o filho da mulher acordou e ela teria subido o short, porém o militar pediu pra ela sentar na cama e ela recusou, nesse momento ele teria ordenado a mulher a sentar na cama, inclusive pegando em sua arma, a mulher e então obedeceu e sentou na cama novamente.

Ela afirma que o homem estava fardado e retirou o pênis para fora e a mandou praticar sexo oral, e que em determinado momento ele ejaculou em seu pijama.

Segundo testemunhas, a vítima já havia reclamado para elas sobre o militar quando ele atendeu uma ocorrência de violência doméstica envolvendo-a e seu marido e que após a saída do marido, o militar já havia pedido para ela mostrar os seios para ele, para verificar possíveis hematomas.

O suspeito apresentou outra versão e disse que a vítima fez contato pessoal com ele durante o serviço solicitando que fosse realizado patrulhamento nas proximidades da sua casa, pois a residência já havia sido alvo de tentativa de arrombamento. O policial ainda reforçou que não teve nenhum tipo de contato mais íntimo e pessoal com a mulher e que a conhece apenas de algumas vezes em que ela mesmo solicitou a presença da polícia para atendimento de ocorrência de violência doméstica, uma como vítima, e outra como autora de lesão corporal contra o filho.

O militar disse ainda que após verificar o lado externo do imóvel da mulher, ela puxou “papo” com ele perguntando se era casado, e que já tinha ouvido relatos que ele mantinha relacionamento com outras pessoas. Ela ainda teria dito que não mantinha relação sexual com o marido, se insinuando para ele, tendo ele se esquivado da conversa. O militar informou que a mulher percebeu e ficou contrariada com a negativa dele, dizendo ao policial que na verdade ele não queria ficar com ela.

Diante dos fatos, a vítima entregou o seu pijama, que estaria sujo. Segundo a ocorrência, em análise visual foi possível perceber que o material era semelhante a esperma. A roupa foi apreendida.

Câmeras de segurança da cidade e trocas de mensagens entre o suspeito e o companheiro de turno foram analisadas para verificar a rota e últimas conversas do suspeito.

O policia foi preso no mesmo dia do registro do fatos pelos crimes de abandono de posto e atentado violento ao pudor pelo código penal militar.

Nesta segunda-feira (27) a polícia se posicionou sobre o fato. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, o Décimo Quinto Batalhão tomou providências em face da conduta do militar que teria praticado crime contra a dignidade sexual de uma mulher.

Imediatamente, após haver recebido a denúncia, o comandante da 86ª Cia providenciou cuidadosa checagem dos fatos, realizando a prisão em flagrante que seguiu para as providências processuais pela Justiça Militar de Minas Gerais.

O militar está recolhido preso em uma cela na cidade de Patrocínio.


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