PM registra caso de dentista de 22 anos internada em estado grave com hematomas

O namorado negou que tenha agredido a moça ou que ela tenha sido medicada por ele

por Odair Cardoso
Fonte: Foto/arquivo Patos Já.
06/03/2019 - 19h20

Patos Já - PM registra caso de dentista de 22 anos internada em estado grave com hematomas

A Polícia Militar registrou nesta quarta-feira (6) o caso de uma dentista de 22 anos que deu entrada no Hospital Regional Antonio Dias com hematomas na testa e no braço. A jovem estava na companhia do namorado, um médico de 39 anos, no quarto de um hotel localizado nas proximidades do terminal rodoviário.

De acordo com o boletim de ocorrências da Polícia Militar, a mãe da dentista fez o acionamento, relatando que a filha foi hospitalizada estado grave e coma induzido. Ela disse que os hematomas teriam sido provocados por agressões do namorado. A médica responsável pelo atendimento disse aos policiais que o estado da paciente é grave e estável, mas que aparentemente não ocorreram por agressões.

Em contato com o suspeito, que é médico, ele afirmou que o relacionamento entre os dois é conturbado, com muitas discussões. Ele contou que na última sexta-feira, buscou a namorada na cidade de Três Marias e que os dois passaram o fim de semana juntos. Ainda de acordo com o médico, na segunda-feira, 4 de março, o casal terminou o relacionamento, afirmando que deixou a ex no seu apartamento e se hospedou sozinho em um hotel que fica próximo ao terminal rodoviário de Patos de Minas.

O médico contou que por volta das 22h30 a moça lhe telefonou dizendo que queria conversar e que ele então a levou até o hotel. Ele disse também que durante a madrugada, a namorada teve convulsões durante um ato sexual e que chegou a cair da cama dando início a uma parada cardiorrespiratória. Segundo o médico, ele a pegou no colo e saiu pelo corredor pedindo socorro e dando início aos procedimentos de reanimação com massagem torácica.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrências da PM, o médico relatou que cerca de 10 minutos depois o Samu esteve no local e encaminhou a paciente para o Hospital Regional. A jovem teria consumido uma bebida conhecida como xeque-mate, composta por vodka e chá mate. O médico negou ter conhecimento de que ela fizesse uso de medicação ou que ele mesmo a estivesse medicando.

Segundo a PM, o porteiro do hotel confirmou ter presenciado o homem pedindo socorro e tentando reanimar a jovem no corredor. Disse também que havia diversos objetos utilizados em práticas sexuais sobre a cama e que a dentista tinha um par de algemas em um dos braços.

A mãe da jovem informou a polícia que já pediu judicialmente a autorização para exames laboratoriais, para saber se a filha fez uso de substâncias entorpecentes. O caso deve ser investigado pela Delegacia de Proteção a Mulher.


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