PM registra suposto caso de aborto em adolescente de 15 anos no Distrito de Alagoas

Segundo o boletim de ocorrências exames médicos constataram o aborto, mas a menor nega que isto tenha ocorrido

por Redação Patos Já
02/04/2019 - 10h40

Patos Já - PM registra suposto caso de aborto em adolescente de 15 anos no Distrito de Alagoas

O caso aconteceu no Distrito de Alagoas, município de Patos de Minas e foi denunciado pelo Conselho Tutelar para a Polícia Militar, que fez os registros e apurações iniciais, do que pode ter sido um aborto forçado pela ingestão de um chá. A garota de 15 anos negou que estivesse grávida, ou que tenha realizado algum procedimento abortivo.

De acordo com o boletim de ocorrências, a Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar, nessa segunda-feira (2/4). Os conselheiros relataram que receberam denúncia da direção da Escola Municipal do Distrito, informando que uma aluna menor de idade, faltava as aulas há alguns dias, e que corria um boato entre os estudantes de que a adolescente estava grávida, mas que ela teria tomado um chá de ervas abortivo, o que supostamente provocou sangramento, e por isso a afastou das aulas.

Ainda segundo o registro policial, na casa da família, os pais negaram que isto tenha ocorrido. A adolescente contou que teve um atraso no ciclo menstrual e que quando o fluxo veio, sentiu fortes cólicas com sangramentos intensos. Por apresentar palidez, a menor foi acompanhada por uma conselheira tutelar até o o atendimento médico no Hospital Regional Antônio Dias em Patos de Minas.

O boletim de ocorrências diz também que o médico de plantão constatou que a menor estava aparentemente com quatro meses de gestação, mas que o feto já tinha sido expelido de forma abortiva. Ela foi levada para o centro cirúrgico onde passou pelos procedimentos de curetagem uterina.

Nossa reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar, que disse não poder dar maiores detalhes do caso para preservar a menor, mas informou que ela realmente nega ter ficado grávida, assim como também negou que tenha realizado qualquer método abortivo. A Polícia Militar disse que não comenta ocorrências desta natureza.


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