Parecer final da Comissão Processante opina pela cassação de mandato do vereador Marquim das Bananas

Está agendada para esta quinta-feira (4/11), o início da sessão de julgamento do caso pelo legislativo patense

por Odair Cardoso
03/11/2021 - 08h00

Patos Já - Parecer final da Comissão Processante opina pela cassação de mandato do vereador Marquim das Bananas

O parecer final da Comissão Processante, instaurada para apurar a suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Marcos Antônio Rodrigues, o Marquim das Bananas, opinou pela cassação do seu mandato. O vereador foi acusado por uma ex-assessora de seu gabinete de ter cometido assédio sexual. Está agendada para esta quinta-feira (4/11), o início da sessão de julgamento do caso pelo legislativo patense.

De acordo com o documento, contendo o que foi apurado durante as oitivas com os envolvidos e testemunhas, a ex-assessora declarou que começou a sofrer assédios desde a campanha eleitoral, mas que os atos teriam se intensificado após o início do mandato, quando passou a trabalhar com o vereador. “A denunciante alega que diversas vezes o vereador a pedia fotos, bem como que a mesma o “ajudasse", porém, as fotos e a “ajuda” seriam de cunho sexual”, diz o parecer.

Em outro ponto a mulher afirmou que, como se negava, o vereador a tratava mal na frente de outras pessoas, colocava dúvidas sobre sua permanência no cargo, e fazia grande pressão psicológica para que ela cedesse às investidas. “Sob o argumento de que cessariam as investidas e o suposto comportamento abusivo, a denunciante aceitou ir ao motel com o mesmo, ficando apenas de roupa intima, sem que o vereador a tocasse, e, ao fim, ele lhe deu R$ 500,00 (quinhentos reais). Todavia, já no próximo encontro no ambiente de trabalho o vereador teria dito que queria vê-la assim toda semana, mas a mesma teria recusado”, declarou ex-assessora.

Em seu depoimento, o vereador afirmou que “houve um relacionamento amoroso/afetivo entre os dois no início de sua campanha, entre outubro e novembro de 2020, e que tal envolvimento não teria continuado após 01/01/2021, quando tomou posse para o mandato. Afirma ainda que no início se apaixonou pela denunciante, e que esta teria correspondido. Todavia, alegou que jamais houve relação sexual”.

O parlamentar disse também que a então assessora “tirava a roupa para ele, e tentava seduzi-lo, porém o mesmo não teve interesse. Por outro lado, aduz que foi ao motel com ela por duas vezes, uma em outubro de 2020, e a outra em 28 de fevereiro 2021, quando o vereador, ao deixá-la em casa, lhe deu R$ 500,00 (quinhentos reais)”, declarou.

Em sua versão sobre estes episódios, Marcos Antônio disse ainda, “ter ido ao motel com ela pois teria ficado com dó, após a denunciante ter lhe pedido para "arrumar um homem" para ela, porém, reitera que não houve relação sexual entre eles”.

A Comissão Processante entendeu que, “vistos sob a luz de todo o conteúdo dos autos, demonstram que a ex-assessora estava, de fato, sob grande pressão, ficando claro, ainda, que o parlamentar usou de sua posição de poder, e se aproveitou da hipossuficiência da vítima na relação empregatícia, para constrangê-la com conotação sexual, o que, certamente, não é compatível com a dignidade da casa e com a postura que se espera de um representante do povo” diz o texto.

O parecer finaliza confirmando que devido aos fatos apurados em todo o conteúdo do processo administrativo, a Comissão Processante opina pela cassação do mandato do vereador Marcos Antônio Rodrigues.


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