STJ nega habeas corpus e Jorge Marra permanecerá preso enquanto responde pelo homicídio de Cássio Remis

O homicídio do candidato a vereador ocorreu em setembro de 2020 em Patrocínio.

por Caio Machado
06/10/2021 - 11h11

Patos Já - STJ nega habeas corpus e Jorge Marra permanecerá preso enquanto responde pelo homicídio de Cássio Remis

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (05), o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-Secretário de Obras de Patrocínio Jorge Marra, acusado de praticar o homicídio de Cássio Remis.

Após a decisão do STJ de negativa ao habeas corpus de número 634158, que visava a expedição do alvará de soltura, Jorge Marra continuará respondendo ao processo no presídio de Patrocínio.

Segundo o advogado da família de Cássio Remis, Márcio Grossi, a decisão do STJ foi acertada e justa, levando em consideração todos os princípios e preceitos legais.

“Não mediremos esforços legais para que Marra permaneça sob o sacrifício do cárcere por esta execução cruel, bárbara e desnecessária, que ocorreu à luz do dia e inclusive perante às lentes de todas as câmeras”, afirmou Grossi.

Ele também afirmou que trabalhará para que ainda esse ano ocorra o julgamento do recurso em Sentido Estrito pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), para que Marra seja julgado até o início de 2022 pelo Tribunal Popular e condenado por homicídio qualificado.

“O STJ, por unanimidade manteve a decisão do juízo da comarca de Patrimônio, referendada pelo TJMG, mantendo Jorge Marra preso até o julgamento no Tribunal do Júri. Não tenho dúvidas que será condenado pelos crimes que cometeu”, disse o advogado Cláudio Dalledone, que é assistente de acusação.


Sobre o homicídio

O então candidato a vereador, Cássio Remis, foi assassinado por Marra no dia 24 de setembro de 2020, por consequência de ter denunciado uma suposta irregularidade de uma obra da Prefeitura, durante uma transmissão ao vivo.

Na ocasião, Remis denunciava que servidores da Prefeitura de Patrocínio estariam realizando obras particulares numa casa que estaria sendo utilizada como comitê de campanha do prefeito Deiró Marra, irmão do suspeito.

Jorge Marra apareceu no local e tomou o celular do candidato e foi de carro até a Secretaria de Obras. Remis tentou recuperar o aparelho e foi alvejado por Marra, que fugiu em seguida. A ação foi gravada por câmeras de segurança.


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