Esgotamento de UTIs para pacientes com Covid-19 indica risco de colapso na saúde pública em Patos de Minas e região

Superintendente de saúde alerta que gestores precisam fiscalizar e barrar aglomerações

por Redação Patos Já
01/02/2021 - 15h00

Patos Já - Esgotamento de UTIs para pacientes com Covid-19 indica risco de colapso na saúde pública em Patos de Minas e regiãoArquivo Patos Ja.

Na manhã desta segunda-feira (1/2), assim como no fim de semana, o esgotamento de leitos com Unidades de Terapia Intensiva na rede pública de saúde para pacientes com Covid19 ficou novamente evidenciado, uma vez que o Hospital Regional Antônio Dias e o Hospital de Campanha, estão com praticamente todos os leitos de UTIs ocupados. O alerta foi dado pela Superintendente Regional de Saúde, Noemi Portilho.

A superintendente disse que o órgão vinha realizando o acompanhamento da situação, e até então, o indicativo era de 80 dias para um possível esgotamento dos leitos de UTI. No entanto, na semana passada houve o agravamento do que parecia ser confortável. Com isso, caiu para 8 dias, o período que deixa o município sem vagas de UTIs.

Noemi Portilho informou que vem tentando negociar a ampliação destes leitos na região. No Hospital de Campanha em Patos de Minas isso não foi possível, uma vez que seria necessária a desativação de leitos clínicos, o que neste momento não pode ser feito. O órgão tenta viabilizar e implantar em outros municípios da região, mas segundo a superintendente, a dificuldade maior é que a medida demanda área física, recursos humanos e equipamentos, o que provocaria demora, diante de uma situação que exige solução rápida.

Ainda de acordo com Noemi Portilho, já tem pacientes internados em UTIs de São Gotardo, onde 8 das 10 vagas disponíveis estão ocupadas. Já em João Pinheiro, 5 dos 10 leitos estão sendo utilizados por pacientes da região. A superintendente lembrou que as UTIs não pertencem aos municípios e sim ao Estado.

Ela alertou sobre a necessidade de que todos os gestores da região se mobilizem para fiscalizar e barrar qualquer tipo de aglomeração. “Até agora não foram registradas mortes por falta de assistência, o que pode ocorrer a partir deste esgotamento na região. Por enquanto os pacientes terão que ser transferidos para os municípios mais próximos”, destacou a superintendente.


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