“Ser punido com o erro de outra pessoa é injustiça”, diz vereador Júlio César após ter diploma cassado
Vereador informou que pretende recorrer da decisão em outras instâncias
O vereador Júlio César, do partido Republicanos de Patos de Minas, teve o diploma cassado pela Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada em decorrência de uma fraude em relação à cota de gênero durante as Eleições 2024. Segundo o político, a decisão é injusta e ele vai recorrer a outras instâncias.
“Ser punido com o erro de outra pessoa é injustiça porque, automaticamente, se você está em um grupo com 20 pessoas e uma delas errar, os 20 vão ter que cumprir com o mesmo erro?”, disse o vereador.

Ação
No dia 21 de fevereiro, o juiz Paulo Sérgio Vida, da 330ª zona eleitoral, concluiu que houve fraude na cota de gênero que acarretou a cassação de Júlio César e dos demais suplentes devido o fato do líder do partido, Marinho dos Santos Rocha, ter completado a cota de 30% para as mulheres com uma possível candidata fictícia
Diante disso, Marinho e Luciene Amaro de Oliveira, a candidata considerada fictícia, se tornaram inelegíveis por oito anos. No entanto, Júlio César alegou que a cassação seria uma injustiça, uma vez que ele não tinha conhecimento do que acontecia na campanha dos outros candidatos e que, ao descobrir sobre a ação, teria questionado Marinho.
“A gente tem conversado bastante e ele fala que ela não foi candidata laranja [...] eu sempre questiono ele o que aconteceu, por que chegou nesse ponto, mas a resposta é sempre essa”, ressaltou Júlio César.
De acordo com o vereador, ele pretende recorrer da decisão e continuar trabalhando em prol da população. Júlio César ainda disse que foi eleito pelo povo e que, se tiver que sair, sairá de cabeça erguida, sabendo que deve continuar ajudando a sociedade patense independente se estiver na Câmara Municipal.
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