Álcool e Remédios: saiba o perigo da mistura e o que evitar no Carnaval
Interação medicamentosa pode afetar rins, fígado e intoxicação
O Carnaval é uma maratona com festas durante todo o feriado e, para aguentar os dias de folia, muitos acabam recorrendo a medicamentos para aliviar o cansaço, a ressaca e o mal-estar. No entanto, o hábito de se automedicar pode se tornar uma armadilha para a saúde das pessoas.
O uso de medicamentos para combater os sintomas da ressaca pode acarretar graves problemas de saúde, uma vez que o uso de analgésicos, antiácidos e anti-inflamatórios pode mascarar algumas doenças. Segundo a farmacêutica Samely de Deus, é preciso ter cuidado.
“Ao misturar com álcool, pode ter várias reações adversas, por exemplo, sonolência, sedação, dor de cabeça, tontura e, em alguns casos, até coma alcoólico”, disse a farmacêutica.

Riscos
Mesmo quando se trata de medicamentos que não precisam de prescrição médica, Samely alertou que não há mistura segura. De acordo com a profissional, a interação medicamentosa pode afetar os rins e o fígado, além de causar intoxicação e anular o efeito de outros remédios.
“Inclusive, o álcool com o paracetamol pode levar a alguma falência hepática, então tem que ter bastante cuidado”, ressaltou Samely.
Vale destacar que, independente dos sintomas, seja para prevenir a ressaca ou durante ela, fazer o uso de medicação associada ao álcool só é recomendado em caso de acompanhamento médico. Conforme a farmacêutica, o ideal é esperar 24 horas para se medicar novamente.
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