“Chip da beleza”: o que contém e quais são os cuidados necessários?
Implante é inserido com anestesia local, permanecendo no corpo por meses
Os implantes hormonais conhecidos como “chip da beleza” têm ganhado espaço nas redes sociais e nos consultórios. Prometendo emagrecimento, ganho de massa muscular, melhora na pele e no cabelo, o método também levanta preocupações na comunidade médica.
Pequeno no tamanho, mas grande na repercussão, o implante hormonal é inserido sob a pele, liberando substâncias no organismo. A colocação é feita de forma simples, com anestesia local. O implante é inserido sob a pele e permanece no corpo por meses.
“O tubo é colocado embaixo da pele, no tecido subcutâneo, e libera hormônios de forma gradual. O termo “chip da beleza” é incorreto porque, na verdade, é um implante para tratamento, não podendo caracterizá-lo como beleza”, disse o nutrólogo Eder de Paula.
Indicação
De acordo com o especialista, a popularização nas redes sociais e o desejo por resultados rápidos têm contribuído para a banalização do procedimento. Muitas pessoas buscam o implante sem avaliação médica adequada, ignorando possíveis contraindicações.
“A principal indicação é a reposição hormonal e, para isso, o paciente precisa ter uma deficiência hormonal. As indicações vão além disso, como para endometriose, tratamento de disfunção ovariana e uterina e, também, sangramento uterino anormal”, explicou.
Efeitos
Entre os possíveis efeitos colaterais estão alterações hormonais graves, acne intensa, queda de cabelo, mudanças de humor, aumento do risco de trombose e até problemas no fígado. Outro ponto de alerta é a falta de regulamentação para o uso estético.
“Não é uma promessa milagrosa e a Sociedade Médica não orienta o uso para fins estéticos. Os pacientes que passam pelo médico precisam ter indicação para fazermos os exames laboratoriais e ver se realmente precisam do uso do implante”, destacou o médico.
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