Secretária de Saúde de João Pinheiro é exonerada e CPI é criada para apurar possível erro médico em morte de idoso
Exames detectaram uma ferramenta médica dentro do abdômen do paciente de 68 anos
A morte de um idoso tem gerado comoção e muitos questionamentos em João Pinheiro. Manuel Cardoso de Brito pode ter sido vítima de erro médico. Profissionais do Hospital Municipal de João Pinheiro foram afastados, uma CPI para investigar o caso foi aberta na Câmara Municipal e a secretária de saúde do município foi exonerada.
Manoel Cardoso de Brito foi internado no Hospital Municipal de João Pinheiro para tratar uma úlcera no intestino. Precisou passar por cirurgia. Como o idoso de 68 anos não apresentava melhoras, exames foram solicitados e foi detectada uma ferramenta médica dentro do abdômen de Manoel.
Uma nova cirurgia foi realizada para retirada do instrumento e Manoel morreu no dia 24 de dezembro. A prefeitura de João Pinheiro disse por meio de nota que a direção administrativa e técnica do hospital tomou as providências cabíveis e o caso foi notificado aos órgãos responsáveis para apuração dos fatos.
O advogado da família de Manoel Cardoso de Brito disse que um perito médico será contratado para avaliar se houve agravamento do caso clínico do idoso com a ferramenta esquecida dentro do corpo dele e as implicações que poderiam conduzir a um homicídio culposo. O caso também deverá ser levado à Polícia Civil para investigação.
Nesta segunda-feira (12), a Câmara Municipal de João Pinheiro abriu uma CPI para investigar se houve erro médico. A comissão será composta pelos vereadores: Alexandre da Farmácia, Osmar Rodrigues e Guilherme Coxa. Eles terão a missão de apurar o caso e criar um relatório que será encaminhado ao Ministério Público.
Enquanto os vereadores instauravam a comissão, a prefeitura de João Pinheiro também tomava providências. A secretária municipal de Saúde, Cássia Maria Alves Trajano, foi exonerada do cargo, mas pode ser convocada pela comissão para prestar esclarecimentos.
A Prefeitura de João Pinheiro também abriu um processo administrativo disciplinar e profissionais envolvidos no caso foram afastados durante a apuração.
